Vangelis: morreu um grande compositor (1943-2022)

(Fotos: Divulgação)

O compositor Evangelos Odysseas Papathanassiou, popularmente conhecido como Vangelis (uma variação do seu primeiro nome), morreu no passado dia 17 de maio num hospital em França onde se encontrava em tratamento, em notícia avançada pelo seu representante. Tinha 79 anos.

Vangelis, músico sem ensino formal e sobretudo autodidata, iniciou o seu percurso musical ainda em Atenas na década de 1960, uma época onde dá os primeiros passos com os Forminx, uma banda que ajudou a fundar e na qual estava já à frente dos teclados. Não pegou, e em meados da década torna-se músico de sessão, dando então inicio à composições de bandas sonoras, um género onde o seu talento brilhou como em nenhum outro. Já em Paris forma aquela que é a banda charneira no seu desenvolvimento musical, e onde dá pela primeira vez nas vistas: o quarteto de rock progressivo Aphrodite’s Child (um grupo do qual também fazia parte Demis Russos), num percurso que havia de culminar num single de estrondoso sucesso um pouco por toda a Europa, “Rain and Tears.”

As décadas seguintes correspondem ao seu progressivo afastamento da pop, e à consgração de Vangelis enquanto compositor para cinema. Ao longo da década de 1980 tem uma sucessão de trabalhos verdadeiramente impressionantes, com destaque para as bandas sonoras de filmes como “Momentos de Glória” (com a qual venceu um Óscar), “Blade Runner – Perigo Iminente“, “Antartica“, “1492: Cristovão Colombo” ou “Alexandre, O Grande”, tudo composições hoje com amplo reconhecimento popular e parte ingrante do imaginário coletivo.

Partiu um pioneiro da música electrónica e uma figura influente.

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