Frank Langella comenta despedimento de série da Netflix: “Fui cancelado”

(Fotos: Divulgação)

Demitido durante as filmagens de “The Fall of the House of Usher“, após uma investigação de má conduta, o ator Frank Langella afirmou, numa coluna de opinião na Deadline, que “foi cancelado” dentro da “crescente loucura que atualmente permeia a indústria“.

Numa longa declaração, onde se define como um “dano colateral” dos tempos em que vivemos, o ator refuta as declarações publicadas de que acariciou de forma inapropriada uma coestrela feminina durante uma cena de amor, em que ambos estavam completamente vestidos, alegando que apenas “tocou” na perna da atriz, situação que não estava definida no guião. Langella alega que na base do seu despedimento está também uma piada de mau gosto, na qual chamou à sua coestrela “baby” ou “honey” e deu-lhe “um abraço ou um toque” no ombro.

A notícia do despedimento de Langella por comportamento inadequado surgiu pela primeira vez no Hollywood Reporter, no final do mês de março. “Era uma cena de amor perante as câmaras. Legislar o posicionamento das mãos, a meu ver, é ridículo. Isso mina o instinto e a espontaneidade”, escreveu Langella, referindo-se às instruções que tinha recebido da coordenadora de intimidade contratada pela Netflix para a produção.

Langella diz ainda que após essa situação foi instruído pelo representante dos Recursos Humanos da Netflix a não ter mais contato com a atriz, com “o coordenador de intimidade ou qualquer outra pessoa da empresa” devido ao potencial “risco” de retaliação. “No espaço de 30 minutos após a minha demissão, foi enviada uma carta ao elenco e à equipa, e um comunicado de imprensa. Eu e os meus representantes não tivemos oportunidade de comentar ou colaborar perante a situação.

O ator termina por dizer que não pode adivinhar a intenções de quem o acusa ou da Netflix, mas menciona que o impacto de toda esta situação na sua carreira “é incalculável“. “Perdi um papel emocionante, a chance de ganhos futuros, e talvez enfrente um período de desemprego. A Netflix demitiu-me após três meses de trabalho, com apenas três semanas para filmar, e ainda não fui totalmente remunerado pelos meus serviços. Mais importante ainda, a minha reputação foi manchada”.

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