O filme “On Becoming a Guinea Fowl” recebeu a principal distinção (Prémio Golden Eye) no Festival de Cinema de Zurique.
“Milagroso”, foi assim que o presidente do júri, Lee Daniels – acompanhado por Souheila Yacoub, Jo Willems, Sophie Deraspe e Ewa Puszczyńska – elogiaram a realizadora galesa-zambiana Rungano Nyoni, que estreou em Cannes o seu filme sobre traumas do passado que finalmente vêm ao de cima quando uma família se prepara para o funeral de um tio. “Desde a primeira cena, somos lançados num mundo espetacularmente filmado, repleto de música incrível, design de som requintado e representação que nos deixou sem fôlego”, afirmou Daniels, cujo júri atribuiu ainda uma menção especial a “A Brief History of a Family”, de Jianjie Lin.
Outros premiados do certame incluíram “Les Courageux”, de Jasmin Gordon, que recebeu o Prémio da Crítica e o Prémio de Cinema das Igrejas de Zurique, e “Leeuwin”, assinalado pelo Júri Infantil. Na Competição de Documentários, “Black Box Diaries”, de Shiori Itō, que documenta a sua própria investigação e um caso de agressão sexual no Japão, foi o vencedor, arrecadando ainda o Prémio do Público. “Sabbath Queen” de Sandi DuBowski, sobre um homem gay de uma família com 38 gerações de rabinos ortodoxos, e “Marching in the Dark”, sobre a luta de uma indiana pela sobrevivência após o suicídio do marido, realizado por Kinshuk Surjan, receberam menções honrosas.
Vale a pena referir que o Festival de Cinema de Zurique decorreu na cidade suíça de 3 a 13 de outubro, tendo sido homenageados com prémios de carreira Jude Law, Kate Winslet, Pamela Anderson, Alicia Vikander, Emil Steinberger e Howard Shore.

