Nome maior do cinema português, o produtor Paulo Branco vai ter direito a uma retrospetiva integral na Cinemateca com a exibição de cerca de 270 longas-metragens, exibidas ao longo de pelo menos dois anos e meio.
A abertura faz-se com Non ou A Vã Glória de Mandar, de Manoel de Oliveira, às 19h00 do dia 11 de setembro. É este filme que serve de inspiração para o nome do ciclo, Paulo Branco ou A Vã Glória de Produzir, que mensalmente vai permitir aos visitantes da Cinemateca assistir a dez sessões mensais, sem obedecer a uma ordem cronológica ou a uma organização por realizador.
Ainda em setembro, serão exibidos Branca de Neve, de João César Monteiro, Cendres et sang, de Fanny Ardant, L’Hypothèse du tableau volé, de Raúl Ruiz, Trás-os-Montes, de António Reis e Margarida Cordeiro, La Salamandre, de Alain Tanner, e Oxalá, de António-Pedro Vasconcelos.
A retrospetiva inclui ainda um preâmbulo dedicado à passagem de Branco pela programação cinematográfica em Paris, antes de se afirmar como uma das figuras centrais da produção europeia.
Nascido em 1950, Paulo Branco produziu ou coproduziu desde 1979 mais de 300 filmes, conquistando diversas distinções, como o título de “Maior Produtor Europeu” pelo Parlamento Europeu em 1997, a “Ordem Gabriela Mistral” – a mais alta distinção no Chile em 1998, o primeiro “Prémio Raimondo Rezzonico” (Prémio de Melhor Produtor Independente) no Festival de Locarno em 2002, “Oficial da Ordem das Artes” em França (2004), o Prémio CINEUROPA em 2014, e o Prémio Mundial das Artes Leonardo da Vinci, entregue pelo World Cultural Council (WCC, Conselho Mundial de Cultura), em 2019.

