Na reta final das celebrações dos seus 25 anos, o Festival de Tribeca revelou os vencedores da edição de 2026, distinguindo Cotton Fever, de Daniel Blake Schwartz, como Melhor Filme da Competição de Ficção Norte-Americana, Labrador – Autopsy of Silence, de Rodrigue Jean, como Melhor Filme da Competição Internacional de Ficção, e Jail Time Records, de Dione Roach e Steve Happi, como Melhor Documentário.
Na competição norte-americana, o júri premiou a estreia de Daniel Blake Schwartz, que faz um retrato cru e emocionalmente incisivo da dependência química e das suas consequências. Em Cotton Fever, James (Kyle Gallner) tenta reconstruir a sua vida após um tratamento falhado, mas acaba por regressar ao consumo e ao tráfico de droga, mesmo perante a gravidez da companheira, Dina (Sosie Bacon). À sua volta, outras personagens lutam diariamente pela sobrevivência, compondo um mosaico humano marcado pela fragilidade e pela resistência. O filme conquistou ainda o prémio de Melhor Fotografia para Tom Acton Fitzgerald.
Também em destaque esteve Summer of Three, produção porto-riquenha distinguida com os prémios de Melhor Interpretação, atribuídos conjuntamente a Marcel Ruiz, Paolo Schoene e Kiki Montilla, e de Melhor Argumento, assinado por Carlitos Ruiz-Ruiz, Marcel Ruiz e Mariana S. Belaval. Já Here I’m Alive, de Joshua Z. Weinstein, recebeu uma Menção Especial do Júri.

A grande vencedora da Competição Internacional de Ficção foi a produção canadiana Labrador – Autopsy of Silence, realizada, escrita e produzida por Rodrigue Jean. O júri destacou-a como “um filme intrigante que, por unanimidade, se elevou acima dos restantes”, elogiando a segurança da sua construção, a dimensão espiritual da narrativa e a capacidade de mergulhar o espectador numa história assombrada e num universo singular.
O filme acompanha Alupa Tulugak, um mecânico inuíte interpretado por Christopher Angatookalook, que trabalha num cargueiro no Atlântico Norte. Quando um homicídio a bordo interrompe a rotina da embarcação, Alupa torna-se o principal suspeito, expondo mecanismos de racismo institucional. Enquanto lida com o luto pela morte de Alex, cozinheiro do navio e seu amante secreto, vê-se encurralado por uma investigação que traz à superfície tensões relacionadas com classe social, sexualidade e identidade indígena. Jean constrói uma reflexão incisiva sobre a forma como as populações ameríndias são tratadas pelas instituições canadianas, num território onde até a língua francesa surge como imposição cultural.
A interpretação de Christopher Angatookalook valeu-lhe igualmente o prémio de Melhor Interpretação Internacional. O júri salientou a sua representação “cheia de alma” da solidão emocional, considerando-a uma interpretação que antecipa futuras distinções. Labrador – Autopsy of Silence arrecadou ainda o prémio de Melhor Fotografia, distinguindo o trabalho de Mathieu Laverdière.

Na mesma secção, o Brasil marcou presença através de Funk, cujas protagonistas, Duda Santos e MC Nem, receberam uma Menção Especial do Júri. Os jurados destacaram a energia e o dinamismo das atrizes numa obra que apresenta “uma nova perspetiva das favelas no ecrã através da música e da dança”, elogiando ainda o trabalho de figurinos. O prémio de Melhor Argumento Internacional foi atribuído a Alex Camilleri por Zejtune.
Na competição documental, Jail Time Records confirmou-se como um dos títulos mais celebrados do festival. O filme acompanha o primeiro estúdio de gravação instalado numa prisão do continente africano e segue três artistas encarcerados que encontram na música uma forma de expressão e resistência. Para além do prémio máximo da secção, conquistou também o galardão de Melhor Fotografia, atribuído a Dione Roach, Urberto Rapisardi e Steve Happi. A dupla de realizadores Dione Roach e Steve Happi foi ainda distinguida com o Albert Maysles Award, que reconhece o melhor novo realizador documental, consolidando Jail Time Records como um dos grandes vencedores desta edição. Entre os restantes premiados da secção documental, Time Warp, de Allison Berg, recebeu uma Menção Especial do Júri, enquanto Jean-Michel venceu o prémio de Melhor Montagem para Rebecca Adorno e Viridiana Lieberman.
O júri atribuiu ainda uma Menção Especial na categoria de montagem a Christopher A. Peterson e Peter Norrey por American Zoo. Na fotografia documental, Lukas Gut recebeu uma Menção Especial pelo trabalho desenvolvido em Siege of Paradise.
Claro — aqui fica a tua lista completada, com os prémios traduzidos sempre que faz sentido:
Palmarés do Festival de Tribeca 2026:
Competição de Ficção Norte-Americana
Melhor Filme: Cotton Fever (Daniel Blake Schwartz)
Menção Especial do Júri: Here I’m Alive (Joshua Z Weinstein)
Melhor Interpretação: Marcel Ruiz, Paolo Schoene e Kiki Montilla (Summer of Three)
Melhor Argumento: Carlitos Ruiz-Ruiz, Marcel Ruiz e Mariana S. Belaval (Summer of Three)
Melhor Fotografia: Tom Acton Fitzgerald (Cotton Fever)
Competição Internacional de Ficção
Melhor Filme: Labrador – Autopsy of Silence (Rodrigue Jean)
Melhor Interpretação: Christopher Angatookalook (Labrador – Autopsy of Silence)
Menção Especial de Interpretação: Duda Santos e MC Nem (Funk)
Melhor Argumento: Alex Camilleri (Zejtune)
Melhor Fotografia: Mathieu Laverdière (Labrador – Autopsy of Silence)
Competição Documental
Melhor Documentário: Jail Time Records (Dione Roach e Steve Happi)
Menção Especial do Júri: Time Warp (Allison Berg)
Melhor Fotografia: Dione Roach, Urberto Rapisardi e Steve Happi (Jail Time Records)
Menção Especial de Fotografia: Lukas Gut (Siege of Paradise)
Melhor Montagem: Rebecca Adorno e Viridiana Lieberman (Jean-Michel)
Menção Especial de Montagem: Christopher A. Peterson e Peter Norrey (American Zoo)
Outros prémios oficiais
Prémio Viewpoints
Vencedor: Crocodile, de The Critics e Pietra Brettkelly
Menção Especial do Júri: Sarah Karei por One Woman One Bra
Prémio de Melhor Novo Realizador de Ficção
Vencedora: Miiku Sakanishi por Memorizu
Menção Especial do Júri: Elisee Junior St. Preux por The Tropic Sun and His Eyes
Prémio Albert Maysles para Melhor Novo Realizador Documental
Vencedores: Dione Roach e Steve Happi por Jail Time Records
Menção Especial do Júri: Natalie Baszile e Hyacinth Parker por Harvest
Prémio Nora Ephron
Vencedora: Dina Duma por Skateboarding Is Not for Girls
Competição de Curtas-Metragens
Melhor Curta de Ficção: 32B, de Mohamed Taher
Menção Especial do Júri para Curta de Ficção: So, Boom, de Abby Pierce
Melhor Curta Documental: Listen, de Taliesin Black Brown
Menção Especial do Júri para Curta Documental: The Baddest Speechwriter of All, de Ben Proudfoot e Stephen Curry
Melhor Curta de Animação: Violet and Marlowe Rob a Bank, de Wesley Wang
Menção Especial do Júri para Curta de Animação: Eeny, Meeny, Miny, Moe, de Andrea Szelesová
Melhor Curta de Nova Iorque: Insufficient Fare, de Michael Gugger e Varvara Kanellakopoulou
Melhor Vídeo Musical: Fingers Crossed, de Rebecca Thomas, para The Moth & The Flame
Prémio Student Visionary: Found&Lost, de Reza Rasouli
Prémio Tribeca Games
Vencedor: There are No Ghosts at the Grand, de Anil Glendinning e Rachel Glendinning
Competição de Podcasts do Tribeca
Prémio de Não-Ficção Áudio Jornalística: The Fastest Girl in Somalia, de Teresa Krug
Prémio de Ficção Áudio: THE DOUBLE[S], de Winnie Kemp e Alexander Kemp
Prémio de Não-Ficção Áudio de Investigação: The Most Wanted Olympian, de Michelle Shephard
Prémio de Memórias em Áudio: Reaching Out, de Sayre Quevedo
AT&T Presents Untold Stories
Vencedores: Sid Gopinath, Aditya Joshi e Alifya Ali por Minnesota Goodbye
Competição Tribeca X
Melhor Longa-Metragem: Meal Ticket, da McDonald’s
Melhor Curta-Metragem: The Book of George, da Stio
Melhor Anúncio: Last Coke in the Desert, da Coca-Cola
Menção Honrosa para Anúncio: Bang Bang, da Safe School Las Vegas
Melhor Série Episódica: Built to Move, da Autodesk
Menção Honrosa para Série Episódica: Partners, da Carvana
Melhor Criador de Conteúdos / Influenciador: The Master of Speed & Stability, da Beats
Melhor Áudio / Podcast: To Catch a Thief: China’s Rise to Cyber Supremacy, da Rubrik
Prémio de Impacto Social: The Philipstown WireCar Grand Prix, da Accenture / Philipstown WireCar Co.
Prémio de Impacto Ambiental: The Theory of Spice, da Yogi Tea
Realizador do Ano: A$AP Rocky
Se quiseres, eu também posso transformar isto numa versão mais jornalística, com um lead inicial e dois parágrafos de enquadramento antes da lista.

