Homenageada em Veneza, Tilda Swinton encerra discurso com “Wakanda Forever”

(Fotos: Divulgação)

Foi com um “Wakanda Forever” – numa clara homenagem ao falecido Chadwick Boseman – que Tilda Swinton encerrou o discurso de aceitação do Leão de Ouro pela sua carreira.

Com um forte historial no certame, Swinton conquistou o prémio de melhor atriz em 1991 por “Edward II” de Derek Jarman, e mais recentemente passou pelo Lido com “Eu Sou o Amor” (2009), “Mergulho Profundo” (2015) e “Suspiria” (2018), todos eles assinados por Luca Guadagnino.

A entrega do Leão de Ouro pela carreira decorreu hoje durante a cerimónia de abertura do evento, que teve ainda como momentos notáveis uma homenagem ao compositor italiano Ennio Morricone e a leitura de uma mensagem conjunta de vários festivais de cinema europeus.

Falando do Cinema como a sua “verdadeira pátria“, Swinton agradeceu o tributo, afirmando que os nomes celebrados no passado em Veneza são os dos “seus mestres“… dos “anciões da sua tribo“. A atriz descreveu ainda este festival de cinema como “o mais venerável e majestoso da Terra, por perseverar num ano impossível e [nos lembrar] que algumas coisas não mudam“, lembrando ainda que é preciso continuar a fazer um “cinema excelente, selvagem, vibrante, sem fronteiras e perpetuamente inclusivo“.

Temos tudo o que precisamos. E obrigado pelo Leão com asas [referência à estatueta conquistada], que é o melhor equipamento de proteção pessoal para a alma que consigo imaginar. Viva Veneza. Cinema, Cinema, Cinema. Wakanda Forever. Nada além de amor ”, concluiu Swinton, que recebeu uma ovação de pé por parte da audiência.

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