Festa do Cinema Francês arranca hoje (3/10) em Lisboa

Começa hoje e prolonga-se até ao próximo dia 13 de outubro em Lisboa a Festa do Cinema Francês, certame que visitará posteriormente diversas cidades (Almada, Beja, Coimbra, Leiria, Lisboa, Porto e Setúbal) até 8 de novembro.
A abrir a “Festa” hoje na capital temos o filme Mon Inconnue, de Hugo Gélin, o qual valeu a François Civil o prémio de Melhor Ator em Alps d’Huez, um dos eventos mais importantes para a estreia de comédias francesas. Mas embora de origem gaulesa, esta produção tem um forte cunho anglo-saxónico na sua composição narrativa. No festival francês, Gélin confessou que misturou a identidade francesa com a sua cultura cinematográfica anglo-saxônica para alcançar uma história universal: “A minha personagem principal é Raphael Ramisse, uma referência ao nome do realizador de O Feitiço do Tempo (Harold Ramis). Mas eu também me inspirei em O Despertar da Mente; Dá Tempo ao Tempo; Her; e Do Céu Caiu uma Estrela, de Frank Capra. Estes filmes têm como denominador comum contar histórias cuja vertente fantástica é muito realista.“
Em Mon Inconnue seguimos uma história de amor entre um casal cujas rotinas e a celebridade dele levam ao desgaste e ao seu afastamento. Isso descobrimos ainda nos créditos iniciais, pois quando começa propriamente o filme, François Civil – o nosso protagonista – é levado para uma realidade paralela onde a sua esposa é uma pianista famosa e nem o reconhece. Conseguirá ele reconquistar a esposa neste novo mundo em que ela é que é a famosa e não ele?
Essa é a base do filme, que caminha dentro do género romântico com uma forte componente de ficção cientifica, não se tratasse tudo de uma realidade alternativa. “O guião tinha tudo para me agradar. Por vezes é uma comédia romântica (género que gosto particularmente, com filmes como Noting Hill, O Quebra-Corações, O Amor Acontece, e Amor Estúpido e Louco), mas também um buddy movie com toque sobrenatural. Esta última originalidade forneceu um terreno fértil para a personagem do Raphael cruzar-se com situações de vertigem, ironia dramática, desespero e também aprendizagem“, explicou Civil.
O ator não está em Portugal para apresentar o filme, mas Gelin e a protagonista feminina Joséphine Japy vão marcar presença nesta abertura do certame que vai decorrer no cinema São Jorge.

