O filme romeno “The New Year That Never Came“, de Bogdan Mureșanu, que aborda a vida de um conjunto de personagens nas vésperas da queda da ditadura de Nicolae Ceausescu, conquistou esta noite o prémio máximo do Festival do Cairo: a Pirâmide de Ouro.
O júri, presidido pelo cineasta bósnio Danis Tanović, e ainda constituído pelo montador Ahmed Hafez, os realizadores Andrea Pallaoro e Anocha Suwichakornpong, as atrizes Ángela Molina e Aisha Ben Ahmed, além da super produtora Sylvie Pialat, deu ainda a Pirâmide de Prata à realizadora russa Natália Nazarova, por “Postmarks“, e a Pirâmide de Bronze, para melhor primeiro ou segundo filme, a Pedro Freire, responsável por “Malu“. O filme brasileiro conquistou ainda a distinção de melhor atriz (Yara de Novaes), enquanto o russo recebeu uma menção honrosa pela atuação de Alina Khojevanova e a distinção de melhor ator para Maxim Stoyanov.
Já o prémio de melhor argumento, também chamado Prémio Naguib Mahfouz, em honra do famoso prémio Nobel egípcio, coube a “Vittoria“, de Alessandro Cassigoli e Casey Kauffman, enquanto o Prémio Henry Barakat Melhor Contribuição Artística foi atribuído ex aequo a Necmi Sancak, por “Ayse“, e a Noha Adel, por “Spring Came Laughing“. Este último filme, egípcio, levou ainda para casa a distinção FIPRESCI.
Noutras distinções, destaque para o Prémio Saad Eldin Wahba para Melhor Filme Árabe, entregue aos produtores de “State of Passion“; o Prémio Salah Abu Seif de Melhor Realizador a “Spring Came Laughing“; o Prémio Youssef Sherif Rezkallah de Melhor Argumentista foi entregue a Mira Shaib por “Arzé“. Ainda no mundo árabe, Mohamed Khouyi (The Blue Lake) foi o melhor ator, enquanto Diamand Bou Abboud (Arzé) foi a melhor atriz.
Uma nota final para a atribuição do Prémio Youssef Chahine de Melhor Curta-Metragem a Kai Xue e Hong Jiexi por “David” e o triunfo de “Dahomey” do Prémio de Longa-Metragem Africana.
O Festival de Cinema do Cairo decorreu de 13 a 22 de novembro.

