“Kenya” vence Queer Porto 9

(Fotos: Divulgação)

O filme “Kenya“, de Gisela Delgadillo, foi o grande vencedor Festival Internacional de Cinema Queer – Queer Porto 9, ao arrecadar o prémio de Melhor Filme na competição oficial e o Prémio do Público.

Tendo em conta os objetivos do festival de lançar o olhar para a compreensão da realidade dos indivíduos e das comunidades queer, Kenya, além de cumprir os objetivos, é um espelho social para a condição de trabalhadoras do sexo mexicanas que têm a rua como lugar de existência, mas também de resistência. Kenya aborda com cuidado a vida de mulheres trans. É um filme digno, sensível e pedagógico sendo capaz de nos mobilizar para a transformação”, disse o júri sobre a obra.

A cerimónia de encerramento do Queer Porto 9, que decorreu na noite passada, no Batalha Centro de Cinema, serviu ainda para atribuir uma Menção Especial a “Carvão“, de Carolina Markowicz, enquanto o Prémio Casa Comum foi para “Entre a Luz e o Nada“, de Joana de Sousa. “O Prémio Casa Comum é atribuído à curta-metragem nacional Entre a Luz e o Nada, pois esta criação foca-se numa diversidade de temas contemporâneos relevantes, tais como, vivências urbanas, questões de género, experiências psicotrópicas, saúde mental, família e sexualidade. Como fator distintivo, consideramos, aqui, que a ficção científica serve de veículo para a articulação entre o passado e o futuro, entre o global e o local, transformando a narrativa num registo pop queer muito atual, didático e acessível. Tal inscreve esta curta-metragem na urgência retrofuturista da criação artística contemporânea que tem vindo a sustentar um projeto concertado de ativismo/artivismo”, disse o júri.

Já a distinção do público nesta secção foi para “Dildotectónica“, de Tomás Paula Marques.

A 10ª edição do Queer Porto irá decorrer em outubro de 2024.

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