Segredos de Rocky Balboa inspiram documentário

(Fotos: Divulgação)

Como as filmagens e montagem de “Samaritan”, thriller de super-heróis, cessaram os trabalhos, à mercê da pandemia, Sylvester Stallone tem aproveitado a quarentena para pintar e publicar vídeos no Instagram sobre a sua rotina em família, entretendo os seus fãs, que tentam convencê-lo, entre mensagens, a retornar ao papel que o consagrou: Rocky Balboa.

A mística da personagem só cresce, a julgar pela expetativa em torno do documentário Becoming Rocky: The Birth of a Legend”, que chega nesta terça-feira ao streaming, cheio de casos de bastidores. O filme, com a realização de Derek Wayne Johnson, vai estar disponível no iTunes, na Apple TV, Amazon e no site www.becomingrocky.com.

Na pele de Balboa, como protagonista, de 1976 a 2006, regressa, depois, em 2015 e 2017, nos spin-offs “Creed“, Sly tornou-se um signo vivo de resiliência: palavra que norteia a investigação documental de Derek.

Em 2017, ele lançou uma investigação documental sobre o cineasta que primeiro filmou o Italian Stallion, John G. Avildsen: “King of Underdogs“. No ano passado, ele lançou um documentário sobre o irmão de Sylvester, o cantor Frank Stallone. Agora, é a vez de esquadrinhar a saga de Balboa, laureada com os Oscars de melhor filme, realização (para Avildsen) e montagem (para Scott Conrad e Richard Halsey), em 1977, e 225 milhões de dólares de bilheteira.

Quando vendeu o seu argumento (escrito em três dias e meio, como ressaca após uma luta de Muhammad Ali) para a United Artists, sonhando protagonizá-lo, Stallone ouviu nomes mais famosos do que ele serem citados como potenciais escolhas para interpretar o Garanhão Italiano. Os mais falados eram Robert Redford, Ryan O’Neal, Burt Reynolds e James Caan. Mas Stallone bateu o pé: só venderia o guião se o papel central fosse seu. E Irwin Winkler e Robert Chartoff acreditaram na escolha, produzindo o filme com um orçamento de um milhão de dólares. Pensaram em Carrie Snodgress e Susan Sarandon para viverem Adrian, mas quem levou a personagem foi Talia Rose Coppola Shire, irmã de Francis Ford. Para o lugar de Apollo Creed, pensou-se no pugilista Ken Norton, mas quem ganhou os shorts com as cores e listas da bandeira dos EUA foi Carl Weathers. Todos estes casos passam pelo trabalho documental. Derek explicou por email ao C7nema como foi consolidar as curiosidades das rodagens, nos anos 1970.

Qual foi o maior desafio de John G. Avildsen no set de “Rocky “e quais os obstáculos que Stallone enfrentou para estrelar o filme?

Houve momentos em que Avildsen e a equipa foram expulsos das filmagens na Filadélfia porque estavam a usar uma equipanão sindicalizada. Ninguém queria que Sly fizesse o papel, mas depois de uma séries de negociações o estúdio finalmente disse sim para que ele protagonizasse o filme.

Como é que o Rocky influenciou o cinema, especialmente os filmes de luta?

Rocky influenciou sequências de treino e coreografias de luta. Você pode acompanhar a evolução desse legado em várias sequências da própria franquia. As lutas ficam cada vez mais ousadas, mais… cinematográficas.

Teria projetos de ficção para filmar com o Stallone? Quais?

Eu adoraria dirigir Sly num filme de ficção um dia, mas nada está a acontecer ainda. Espero ter essa oportunidade.

Qual foi o desafio de dirigi-lo, nas entrevistas?

O desafio de realizar 40 Anos de Rocky: O Nascimento de um Clássico, agora tornando-se Rocky: O Nascimento de um Clássico, como é conhecido no Brasil e no resto do mundo, é garantir que os fãs estejam felizes e satisfeitos.

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