“Alien” e “O Exorcista”: os filmes de horror que mais chocaram Bérénice Bejo e Romain Duris

(Fotos: Divulgação)

Protagonistas de “Corta!”, o filme perfeito para ver nesta semana de Halloween, os atores franceses Bérénice Bejo e Romain Duris contaram ao C7nema os filmes de horror que mais marcaram a sua vida. “Creio que foi o “Alien”. Lembro-me que estava tão assustada que o meu pai fez questão de me mostrar um livro sobre os bastidores e efeitos especiais, o que me acalmou”, explicou Bejo, que no filme de Michel Hazanavicius interpreta o papel de uma atriz integrada num set de filmagens louco sob as ordens de um realizador pouco ortodoxo. “Mais tarde, lembro-me do “The Shining” do Kubrick também me afetar, mas aí já era mais velha. Na verdade, gosto mais de filmes de horror como o “The Shining”, embora hoje em dia não veja muitos porque, como sou alguém com uma imaginação muito gráfica, fico stressada demais.

Já Romain Duris cita “O Exorcista” como o filme mais marcante no género: “As coisas com espíritos impressionam-me muito e, depois disso, disse para mim mesmo que os filmes de horror não eram para mim. Tal como a Bérénice, gosto do “The Shining”, mas coloco-o noutro patamar de delírio. Adoro esse tipo de filmes. Também vi o “Massacre no Texas”, “Amityville” e alguns filmes do Sam Peckinpah, mas impressionam-me mais filmes como o “Funny Games”, do Michael Haneke.”

Bérénice Bejo e Romain Duris em “Corta!”

Sobre o cineasta pouco confiante e louco que interpreta no filme, Duris disse que já encontrou assim alguns realizadores na sua carreira, mas que nada de grave aconteceu. “Tenho mais compaixão pelos realizadores que pelos atores em situações extremas”, complementou Bejo: “Eles muitas vezes enlouquecem porque querem fazer algo muito específico e não conseguem explicar completamente aos atores o que pretendem. Nós, atores, somos pessoas com muita sorte e muito mimados. Posso perfeitamente perdoar uma má atitude por parte de um realizador”.

Em “Corta!” estamos numa fábrica abandonada, local para as filmagens de um filme de terror de nível Z. Os técnicos estão cansados, os atores não estão envolvidos e só o realizador parece ter a energia necessária para dar vida a este enésimo filme de zombies de baixo orçamento. Porém, durante a preparação de uma cena particularmente difícil, as filmagens são interrompidas por uma erupção de mortos-vivos. Ou pelo menos, assim parece.

Corta!” encontra-se atualmente nos cinemas nacionais.

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