A 28.ª edição do Festival do Rio já tem filme de abertura: La Bola Negra, nova longa-metragem de Javier Calvo e Javier Ambrossi, dupla espanhola conhecida como “Los Javis”, será exibida a 1 de outubro no Cine Odeon – Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro. A sessão marcará a estreia brasileira da produção, que chegará comercialmente às salas do país a 21 de janeiro de 2027, com distribuição da Paris Filmes.
Produzido pela Netflix, La Bola Negra chega ao Rio (com o título A Bola Preta) depois de uma trajetória de destaque no circuito internacional de festivais, iniciada em Cannes, onde Javier Calvo e Javier Ambrossi receberam o prémio de Melhor Realização. O filme integra ainda a programação de San Sebastián e Sydney, ampliando a circulação internacional daquele que é apresentado como o projeto cinematográfico mais ambicioso da dupla.
Inspirado na obra inacabada homónima de Federico García Lorca e na peça La piedra oscura, de Alberto Conejero, o argumento cruza as vidas de três homens homossexuais em três momentos distintos da história espanhola: 1932, 1937 e 2017. Separadas pelo tempo, as personagens são aproximadas por questões relacionadas com desejo, repressão, memória, identidade e os vestígios que uma geração deixa à seguinte.
Filmado em película de 35 mm, La Bola Negra reúne Guitarricadelafuente, Miguel Bernardeau, Carlos González e Milo Quifes nos principais papéis. O elenco inclui ainda Penélope Cruz, Glenn Close, Lola Dueñas, Antonio de la Torre e Natalia de Molina.
“A Bola Preta é uma obra arrebatadora, de enorme sensibilidade e força estética. É uma honra para o Festival do Rio receber a estreia nacional deste filme tão marcante e necessário no palco do Cine Odeon”, afirma Ilda Santiago, diretora-executiva e de programação do evento, que destaca ainda o “olhar único” dos Los Javis para a complexidade humana e as questões contemporâneas.
A escolha reforça a tradicional utilização da gala de abertura do Festival do Rio como montra brasileira para títulos provenientes dos grandes certames internacionais. Desta vez, serve igualmente para apresentar pela primeira vez ao público do evento uma obra de Calvo e Ambrossi, realizadores que construíram uma carreira conjunta entre cinema, televisão e teatro e chegam ao Rio com a sua produção de maior escala até à data.

