«Grudge Match» (Grudge Match- Ajuste de Contas) por Nuno Miguel Pereira

(Fotos: Divulgação)

Nos últimos anos, Hollywood tem sido (re)invadida por filmes de estrelas dos anos 70 e 80 – Red e Os mercenários são exemplos disso. No entanto, dos anos 80 para cá, eles envelheceram; calcificação dos ossos, reumática, barriguinha (só no caso do De Niro). Assim sendo, Grudge Match assume que as pessoas vão gostar de ver dois old timers (Stallone tem 67 anos e De Niro 70) à “batatada”. Mais, estes dois atores têm personagens icónicas do mundo do boxe, sendo Grugde Match uma espécie de Rocky Balboa contra Jake La Motta.

Falando da história, não há muito a dizer. Henry “Razor” Sharp (Stallone) e Billy “The Kid” (De Niro) são dois rivais do século passado, que após 30 anos do seu último combate, decidem tirar as teimas, numa desforra final, em que a reumática prevalecerá.

Aliás, toda a comédia do filme gira em torno das piadas sobre a velhice dos protagonista e nesse sentido é o que melhor acaba por funcionar. Peter Segal – responsável por comédias como Olho Vivo e A minha namorada tem amnésia – tem um cunho bem vincado no filme, apresentando as piadas e os clichés típicos das suas obra. Talvez por isso, o tema do envelhecimento nunca tenha sido abordado de forma mais séria, tornando Grudge Match algo superficial.

Todavia, ver duas lendas num ringue do boxe é sempre entusiasmante e – assim como em Rocky – passamos o filme todo a espera que eles comecem a treinar e a combater. Por tudo isto, quem for ver o filme sem grandes expetativas, não sairá defraudado. Já uem estiver à espera de algo com substância, é melhor ir ver o Touro Enraivecido ou até Rocky.

O melhor: Ver duas lendas do boxe de volta ao Ringue e algumas piadas.
O pior: O filme não tem substância e é recheado de clichés.


Nuno Miguel Pereira

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