«Machete Kills» (Machete Mata) por Ricardo Du Toit

(Fotos: Divulgação)

Robert Rodriguez regressa novamente à realização com a sequela de Machete, um filme que começou com um trailer falso para Grindhouse, obra que juntou ele mais Quentin Tarantino num dos projetos mais ambiciosos do cinema contemporâneo.

Em Machete Mata, a homenagem dos filmes de exploitation e de série B continua em alta, com os pormenores de sangue, tripas, humor negro com piadas perversas e, sobretudo, com o génio da personagem de Danny Trejo. Acrescento a curiosidade do filme ser projetado a 35mm, em vez de digital, um processo que é apenas um detalhe para proporcionar uma experiência ainda melhor.

Nesta sequela, é dada a Machete uma missão super importante pelo presidente dos Estados Unidos da América (Charlie Sheen representado sob o seu nome verdadeiro, Carlos Estévez) que é impedir o revolucionário mexicano Mendez (Demián Bichir) de ativar um míssil apontado para Washington. Entretanto, descobre-se que esta ameaça é fundada pelo milionário excêntrico Luther Voz (Mel Gibson), que engendrou um plano maléfico a nível mundial.

A obra tem inúmeras referências a Guerra das Estrelas e a outros filmes clássicos que envolvem o espaço, cenário onde supostamente se dará o fecho da trilogia, com Machete Mata Novamente… No Espaço. No resto do filme encontramos outras personagens bastante caricatas, que constituem alguns dos pontos forte do filme, como Madame Desdemona (Sofía Vergara), dona de um bordel e defensora rebelde contra Machete; El Camaleón, que toma forma com quatro atores, entre os quais a cantora pop Lady Gaga, que faz a sua estreia no cinema “a sério”, e Miss San António (a bela Amber Heard), que mostra aqui como consegue ser uma das atrizes mais revelantes da atualidade.

Aponto também para a banda sonora, esta também composta por Rodriguéz, sob o nome da sua banda de rock mexicano, Chingon, com novas composições que acompanham e bem o ritmo do filme.

Um filme para não ser levado de todo a sério.

O Melhor: O elenco e a ação descabida, mais as piadas. A banda sonora.
O Pior: Ter que esperar uns anos para ver o terceiro filme.


Ricardo Du Toit

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