«Despicable Me 2» (Gru – O Maldisposto 2) por Nuno Miguel Pereira

(Fotos: Divulgação)

Para começar, devo dizer que esta sequela dá “15 a 0” à sequela “Monstros a Universidade” da Disney. Eu passo a explicar. Esta sequela (para não fugir à lei de pegar em marcas que já deram lucro) surpreende-me por aquilo que entretém.

Gru, que deixa de ser maldisposto, vive em tranquilidade com as suas três meninas, servindo-se dos seus Mínimos (os anões amarelos) para dar início a uma nova carreira a fazer geleias. Porém, um novo vilão surge e a brigada anti-vilões procura a ajuda de Gru, um ex-vilão, para encontrar o bandido que roubou um soro que transforma coisas fofinhas em bonecos que se assemelham ao Animal dos “Marretas“. No meio disto tudo, existe tempo para o surgimento de um novo par amoroso para Gru e a introdução de novos personagens e de uma galinha.

Apesar de a história não ser a mais original, a verdade é que funciona e tem a capacidade de captar a atenção dos mais novos e dos menos novos. Eu diria que este é um filme para crianças dos 8 aos 80 anos (desde que tenham as capacidades visuais e auditivas intactas e óculos 3D). O 3D acaba por ser novamente o ponto menos forte, apesar de a espaços surgirem cenários que nos permitem usufruir das suas potencialidades. O ponto alto do 3D fica guardado para os créditos.

Depois temos os momentos de humor, que são quase sempre servidos pelos Mínimos. Aqui reside o ponto forte do filme, é impossível não rir sempre que os bonequinhos amarelos entram em ação. Confesso que o final quase me levou às lagrimas de tanto rir.

Ponto de destaque para a banda sonora, a cargo de Pharell Wiliams, que acabou por ser uma aposta muito certeira. O groovy da sua voz voltou a estar na moda (basta referir o sucesso da música Get Lucky, dos Daft Punk) e as músicas produzidas para este filme são muito bem conseguidas.

No fim, penso que esta sequela acabou por ser melhor que o original. Aposta ganha.

O melhor: Sempre que os Mínimos entravam em acção. A banda sonora. As personagens introduzidas.
O pior: A história não é original, o 3D poderia ser melhor utilizado.


Nuno Miguel Pereira

 

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