Fantasporto 2013: «After», por Diana Martins

(Fotos: Divulgação)

Karolina Wydra (mais conhecida como mulher do Dr. House, na série House) e Steven Strait (10,000 AC) interpretam Ana e Freddy, dois desconhecidos que se cruzam no autocarro a caminho da sua terra-natal, Pearl, e onde descobrem que afinal moram na mesma rua.  Um violento choque põe fim a uns curtos minutos de conversa e marca assim o inicio da narrativa do filme.
 
Ana acorda em sua casa, descobrindo que a cidade se encontra completamente deserta e que ela e Freddie são os únicos sobreviventes. Juntos tentam perceber o que está a acontecer e travar a nuvem monstruosamente escura que está a assombrar Pearl. Surgem então as questões – o suspense-, que conduzem o filme : “Estarão mortos?”, “ Tudo isto se passa numa dimensão alternativa?”, “ Será um sonho?”.
 
De facto “After”, o primeiro filme de Ryan Smith, não é bem conseguido. O argumento perde-se entre a possibilidade de pertencer ao género de terror e/ou suspense (os efeitos sonoros bem tentam) e o romance paralelo que vai distraindo o espectador. Acrescenta-se ainda o cruzamento das duas histórias de infância, introduzidas de forma rebuscada, que levam a sentimentos de culpa e de libertação dos protagonistas, excessivamente moralistas e clichés.
 
Todo o filme é um exercício de paciência:  não tem razão de existir, pois não traz nada de novo ao género de terror (foi classificado com PG-13 nos Estados Unidos, logo já não se esperava nada de muito aterrorizador) e não consegue entreter.
 
Os protagonistas ainda conseguiram criar alguma relação de empatia, mas o guia condutor que está por trás é tão frágil que o happy-ending acaba por ser completamente forçado e previsível. 

O melhor: Os protagonistas tentam, e o aspeto visual, para um filme deste orçamento, escapa.
O pior: Demasiado soft para terror, para romance e para suspense.
 
 
 Diana Martins
 

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