MOTELx 2012: «Urban Explorer» por Roni Nunes

(Fotos: Divulgação)

Quando não se consegue inovar, algo cada vez mais difícil (mas não impossível) nos dias que correm, pelo menos é possível misturar com entusiasmo e aplicação os velhos ingredientes e conseguir um filme satisfatório. É o caso de “Urban Explorer”.

Neste seu segundo filme, o alemão Andy Fetscher dá uma cor própria (ou melhor, a falta dela) a muito gasta premissa de jovens entediados/irresponsáveis que vão fazer algo muito estúpido e depois arcar com as consequências. Neste caso, quatro deles juntam-se a um guia para explorar os subterrâneos de Berlim, onde o filme foi rodado – na procura de um suposto “tesouro” artístico nazi que o governo alemão terá emparedado para evitar cultos pouco recomendáveis. 

Cenário fértil para jogos de suspense, de jogos de luz e sombras e de justificar a presença por lá de estranhas figuras. Como de costume, perde-se um pouco quando o “mal” se revela, convertendo “Urban Explorer”, em alguns momentos, num vulgar filme de perseguição, embora sempre bem conduzido. Não é um prodígio de imaginação, mas dá o seu recado.

O Melhor: a segurança com o que o filme é conduzido
O Pior: nada de novo no front
 
 
 Roni Nunes
 

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