«Killing Anna»: ou como um cineasta cria o falso funeral da sua ex-namorada

(Fotos: Divulgação)

«Killing Anna» é a forma que Paul Gallasch encontrou para ultrapassar o final de uma relação que nitidamente o fragilizou. Namorado há três anos de Anna, o final da sua relação deixou-o completamente desamparado e por isso ele decide «matar» a sua ex-namorada. Como na realidade não lhe queria fazer mal, decide entrar num mundo completamente fantasista em que assume que a ex morreu e decide mesmo fazer o seu funeral, filmando todo o processo ( onde Anna tem mesmo uma aparição). Nasce assim este curto documentário (29 minutos), que tal como muitos outros não se baseiam em factos reais, mas torna o seu realizador e criador no assunto em si.

Se à partida todo o conceito parece muito negro, a verdade é que a forma como é tudo apresentado é muito mais emocional que macabra ou doentia. Na verdade estamos perante um homem que crê que a melhor maneira de esquecer a sua amada é sentir que não foi rejeitado, mas sim que foi uma desgraça da vida (o atropelo por parte um camião) que os fez separar-se.

Com humor, muito sentimento e também muita ingenuidade, Paul cria assim um trabalho bastante curioso (mais na concepção que na concretização) e que demonstrou que na verdade o que preparou para recomeçar a sua vida não foi o fictício funeral da ex-namorada, mas todo o processo criativo na construção cinematográfica em torno disso
 
http://www.youtube.com/watch?v=zfZeWmFy0n0 

Egoísta? Sem dúvida, mas quando se sofre de amor por vezes é preciso radicalizar os processos sem efectivamente fazer qualquer mal físico a ninguém.

A ver…
 
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 Jorge Pereira
 

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