IndieLisboa’11: «A Little Closer» por João Miranda

(Fotos: Divulgação)
Uma mãe solteira com dois filhos são o núcleo do primeiro filme de Matthew Petock. Situado no interior dos Estados Unidos, o filme foca o crescer das personagens, quer a nível sexual e amoroso, como a nível de representações de género e do que é esperado deles. Feito com um orçamento mínimo, este é um filme que se centra no mais importante, nas suas personagens, nos seus desejos e ambições, nas suas tentativas de crescer e avançar.
Dito isto, há que dizer que o filme acaba por não conseguir nunca aproximar-se das personagens, falhando na empatia necessária à identificação com elas ou ao preocupar por parte do espectador com o que lhe possa acontecer. Acaba por ficar sempre um bocado afastado, mais um filme de festival com boas ideias, mas frio demais para envolver o seu público. Uma promessa do que parece um jovem talento independente, na linha de Kelly Reichardt. Esperamos pelos seus próximos filmes.
O Melhor: A relação entre as personagens nucleares.
O Pior: A forma como todas as histórias ficam em suspenso, sem conclusão.
A Base: Mais um filme de festival com boas ideias, mas frio demais para envolver o seu público. 6/10

João Miranda

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