Sessões na Cinemateca – Escolhas de 7 a 12 de dezembro

(Fotos: Divulgação)

O último mês do ano vê chegar à Cinemateca a terceira e derradeira parte do ciclo que desde o princípio de 2020 nos tem guiado pelos caminhos da comédia. Nesta instalação dedicada a “Revisitar os Grandes Géneros” afastamo-nos do género para nos aproximamos do fenómeno que lhe está mais diretamente associado: o riso. O que acontece no cinema quando é no ecrã que o riso se instala? Esta foi a pergunta que guiou a programação, resultando numa coleção eclética de risos, esgares e gargalhadas. A fechar o ano há ainda o regresso do ciclo “O Que Quero Ver”, dedicado à projeção de filmes solicitados pelos espetadores da Cinemateca: após vários meses em que a rubrica esteve suspensa, acumularam-se os pedidos que agora são satisfeitos com um ciclo em versão aumentada.

Estas são as nossas sugestões para as sessões a decorrer na semana de 7 a 12 de dezembro:

– The Cincinnati Kid (O Aventureiro de Cincinnati, 1965) – Quarta-feira, 9 de dezembro, 15h00, Sala M. Félix Ribeiro. Steve McQueen é um hábil jogador de cartas que chega a Nova Orleães para conquistar um lugar ao sol no mundo do jogo, e para desafiar o seu mestre e campeão, interpretado por Robinson. Um filme sobre a amizade, os códigos de honra, e a aprendizagem que se faz também com as derrotas. Um jogo de póquer entre McQueen e Robinson é mais emocionante do que uma luta armada, e ambos têm aqui dos melhores trabalhos das suas carreiras. Algumas cenas são de Sam Peckinpah, que foi substituído por Norman Jewison na realização.

The Treasure of the Sierra Madre (O Tesouro da Serra Madre, 1948) – Quarta-feira, 9 de dezembro, 20h00, Sala M. Félix Ribeiro. Forma, com The Maltese Falcon, a mais famosa dupla dos filmes saídos da colaboração entre John Huston e Humphrey Bogart. Adaptado de um romance de B. Traven, o filme é uma história de ambição e do que ela faz aos homens, virando-os uns contra os outros. É o que acontece a três pesquisadores de ouro nas montanhas da Serra Madre mexicana. A cobiça e a ambição triunfam sobre eles, conseguindo o que a natureza selvagem e os bandoleiros não conseguiram. Três Oscars para os dois Huston: Walter o da interpretação e John o da realização e argumento. A gargalhada final tornou-se um momento “clássico” da relação entre o riso e a frustração.

– La Belle Équipe (Uma Mulher Que Não Vence, 1936) – Quinta-feira, 10 de dezembro, 17h30, Sala M. Félix Ribeiro. Nome maior do “Realismo Poético”, Julien Duvivier assinou em 1936 um dos grandes sucessos populares à época, muito devido ao carisma de Jean Gabin, ator que acabou por rodar sete vezes sob a batuta deste cineasta. O motor da narrativa – argumento coescrito por Charles Spaak – é a amizade masculina tornada parceria e negócio. A sorte de cinco homens pobres e em apuros muda quando lhes sai a sorte grande na lotaria. A “bela equipa” junta-se e investe na criação de um gigantesco bar popular, mas a entrada em cena de uma mulher (Viviane Romance) vem azedar o espírito de camaradagem… A 16 de dezembro, pelas 15h00, o filme voltará a ser projetado na Sala M. Félix Ribeiro.

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