‘Battle: Los Angeles’ não é como jogar um videojogo. É ver alguém jogar por nós…

(Fotos: Divulgação)
Filmes como “District 9”, “The Dark Knight’ e “Inception” colocaram os estúdios de Hollywood em maus lençóis. Ambos são excelentes obras do chamado cinema pipoca, e ambos são suficientemente inteligentes para ser mais que um punhado de diversão. Mas estes dois casos recentes não são únicos no cinema. ‘The Matrix’ conseguia conjugar os dois elementos, e os três primeiros ‘Indiana Jones’ seguiam o mesmo caminho.  Posteriormente, e especialmente nas últimas décadas, gente como Michael Bay ou Roland Emmerich encheram os ecrãs com filmes de acção desenfreada, onde se desliga o cérebro e já está. Aquilo basta. Pior, os estúdios, através de publicidade muito direccionada, especialmente na Internet, e em sites muito específicos, fizeram as pessoas crer que certos e determinados filmes, quando são idiotas/maus realmente, deviam ser vistos pelo publico como entretenimento garantido.
 
“Battle: Los Angeles” é isso mesmo. Um filme que vai conseguindo algumas criticas positivas não porque realmente mereça, mas porque surge com aquela velha desculpa de sempre: entretém e é um excelente filme pipoca. Pois, peço desculpas. “Battle: Los Angeles” não é um bom filme, e pior do que uma película em que parece que estamos a jogar um videojogo, são obras em que parece que estamos a ver outra pessoa a a jogar.
 
Pegando no espírito de obras como ‘Cloverfield’ e ‘Independence Day’, e dando um look frenético à “Black Hawk Down”, em que em vez de somalis temos extra-terrestres, ‘“Battle: Los Angeles” é um filme com personagens constrangidas a clichés do argumento (repleto de sacrifícios lamechas), que por sua vez possui diálogos verdadeiramente frustrantes e limitados. Para piorar, até os cenários são desinspirados, sobrevivendo o espectador – do tremendo tédio de tudo – com algumas sequências de acção bem conseguidas e não nauseantes. E sim, sou um Gamer, mas quando quero jogar pego numa consola, não vou ao cinema ver outros jogarem.
 
Por tudo isto, e por ainda se escreverem guiões como o deste filme, eu não consigo entender como se aplica ainda, em 2011, a velha mensagem do filme pipoca para ver com o cérebro desligado. Basta ver que os filmes que acima descrevi conseguem, e bem, unir os dois mundos, e serem boas máquinas de fazer dinheiro.
 
O cinema precisa de mais “Inception”s ou “The Adjustment Bureau”s, e menos  “2012”s e deste “Battle: Los Angeles”.
☆☆☆☆  Kevin Morris para o c7nema.net, em Los Angeles

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