Sasha Luss, a nova máquina assassina de Luc Besson

(Fotos: Divulgação)

A modelo e atriz tem em Anna o seu primeiro grande papel no cinema

Depois de ser a Princesa Lihö-Minaa em Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, Sasha Luss volta a trabalhar com Luc Besson, desta vez como a personagem título de mais um filme de ação do cineasta francês conhecido por filmes onde verdadeiras máquinas assassinas estão em destaque.

A Anna é uma jovem, mas é forte. E conseguimos vê-la crescer, a transformação da sua personagem. Nós conseguimos ver a personagem tornar-se nesta poderosa coisa. Ela é uma máquina assassina, mas ao mesmo tempo alguém real“, explica a atriz e modelo russa que continua o legado de Besson em apresentar personagens fortes no feminino, seguindo os passos de Milla Jovovich (O Quinto Elemento), Anne Parillaud (Nikita), Scarlett Johansson (Lucy) e Zoë Saldaña (Colombiana, que Besson não realizou mas escreveu).


Sasha Luss em Valerian

No filme, que estreou esta quinta-feira nos cinemas nacionais, seguimos uma jovem que se envolve num jogo de intrigas entre o KGB e a CIA: “Ambos os pais morrem e ela não tem ninguém. E ela tenta sobreviver, pois é jovem – tem 14, 15 anos. A próxima vez que a vemos [no filme] é quando tem 18 anos e vive com este homem horrível que, a certo ponto, deve tê-la amado. Ela é jovem, bela e ingénua e há muita gente que se sente atraído por este género de pessoas“, explica Luss, que compara a sua personagem à de Olga (Helen Mirren): “A Olga gosta muito – embora de forma secreta – da Anna. Provavelmente, a Olga já foi a Anna e sabe o que ela está a passar. Ela é esperta e a Olga valoriza muito isso.(…) Há algo muito semelhante nas marcas de personalidade entre a Olga e a Anna.”

Nesse jogo de espiões entre russos e americanos, onde a história vai sendo apresentada de forma anacrónica, Anna vai balançando os “amores” e relações de forma a superar os obstáculos. Luss admite que “há momentos em que achamos que a Anna e o Alex [Luke Evans] e a Anna e o Lenny [Cillian Murphy] têm qualquer coisa“, mas relembra que todos eles “são feitos da mesma matéria”: “Não existe grande diferença entre CIA e KGB, pois ambos estão na mesma profissão. E eles [esses homens] nunca são eles próprios ao pé de ninguém e têm uma vida normal, pois estão sempre infiltrados em missões. Mas com a Anna eles conseguem ser mais reais com eles próprios, pois ela entende-os. Ela é igual a eles.

Sobre trabalhar com Luc Besson, Luss reconhece que ele criou sempre personagens femininas fortes, como Nikita (Nikita-Dura de Matar), Lucy (Lucy), Mathilda (Leon, o profissional) e Leeloo (O Quinto Elemento), e que uma das suas grandes vantagens é a humanidade de todas elas. “Ele [Besson] tem a habilidade de tornar este género de personagens mais humanas, pois quando filmas uma obra de ação ou uma sequência é muito fácil mostrar personagens intocáveis, quase super-heróis. Mas ele balança tudo com um lado humano. Porque claro, ela é uma máquina assassina, mas é igualmente uma pessoa real.”

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