My Generation faz parte da competição internacional do Curtas Vila do Conde

O esquema crítico não é propriamente novo, mas Ludovic Houplain – 10 anos depois de ter ganho o Prémio do Público no Curtas em 2009 e o Oscar por Logorama – volta a brilhar com uma curta-metragem – My Generation – onde observamos a alienação civilizacional no meio de uma enxurrada gigantesca de (desinformação e entretenimento. Retroceda-se ao tal Logorama, obra correalizada pelo cineasta, François Alaux e Hervé de Crécy, onde em jeito de sátira visitávamos um século de cultura corporativa na forma de um par de agentes que tentam caçar um criminoso.
http://www.youtube.com/watch?v=6XI4EpnbYmw
Agora – a partir de uma ideia do compositor francês Mirwaïs – fazemos uma viagem similar, mas em vez dos logos (que também aparecem) seguimos por uma verdadeira autoestrada de informação/desinformação espetáculo que reflete sobre os sinais do nosso tempo, a cultura pop, o sexo, a economia e finanças, a internet (e as inevitáveis redes sociais), a religião, política e o desporto, tudo na forma de espetáculo de massas, onde nos cruzamos entre símbolos como Cristiano Ronaldo, a Trump Tower ou um placard do PornHub.
É acima de tudo uma visão assustadora, magistralmente absorvente, mas definitivamente apocalíptica, um passeio pelas pragas modernas, um passeio por um mundo de referências, ícones e “falsos ídolos” transformados num complexo parque temático onde as atrações prometem às pessoas o foco e diversão, mas que acima de tudo as distanciam cada vez mais longe da realidade.

My Generation é a terceira parte de um trabalho em andamento e é apresentado em três variantes diferentes: uma curta de 8 minutos com a banda-sonora de Mirwaïs, um videoclipe de Mirwaïs que antecede o seu próximo álbum e o ponto de ignição para uma instalação itinerante que reúne um rol de artistas diversificados em torno do tema “A Minha Geração”.

