
Mãe, aquela que gera no seu ventre um ser humano, que adota ou que cria uma criança. Mãe de sangue ou mãe por afinidade. Na História do Cinema, existem muitas mães. Mães exemplo, como também mães que nem sempre se enquadram nesse modelo perfeito. Podíamos escolher muitas mas limitamos a escolha a 20 mães da Sétima Arte.
Juno
Juno (Jason Reitman, 2007)

Com 16 anos, Juno (Ellen Page) engravida. Assustada pensa em abordar mas mostra ser uma mulher coragem e decide por entregar o seu bebé para adoção, a um casal que não pode ter filhos. Apesar de ser muito jovem, a decisão de Juno mostra uma grande maturidade e sentido de maternidade.
Mãe do Bambi
Bambi (Vários, 1942)

Associando Mãe e Cinema, difícil é mesmo contornar o filme Bambi. A progenitora do pequeno e mais famoso veado da Sétima Arte colocou meio Mundo em choque com uma das mortes (apesar de ser fora de campo) mais traumática e violentamente emocionais. Hoje, dificilmente teríamos uma abordagem assim.
Erin Brockovich
Erin Brockovich (Steven Soderbergh, 2000)

Baseado na história verídica de uma mãe solteira e desempregada que se torna assistente legal. Destemida, Erin (Julia Roberts) quase sozinha embarca numa guerra legal com uma companhia de energia da Califórnia acusada de poluir o abastecimento de água de uma cidade.
Rainha Xenomorph
Aliens (James Cameron, 1986)

A sequela musculada da obra de Ridley Scott foi fiel às expetativas do seu título de continuação – mais ação, mais aliens e sobretudo, mais variedade. Entre as apresentações dessas criaturas “xenomorfas” está a rainha da colónia, a mãe de todos os “monstros”, que enraivecida pelo exterminío liderado por Ellen Ripley (Sigourney Weaver) decide perseguir a nossa heroína.
Sheryl Hoover
Little Miss Sunshine (Jonathan Dayton e Valerie Faris, 2006)

Sheryl (Toni Collette) é uma mãe trabalhadora, preocupada e garante do sustento da família. Pragmática e responsável. Sheryl luta com todo o esforço por manter unida a família pouco convencional
Mãe do Grendel
Beowulf (Robert Zemeckis, 2007)

Vindo diretamente da mitologia nórdica, Beowulf foi um “herói” contratado para exterminar um monstro que assombra o reino da Dinamarca. Mas o grande desafio deste fanfarrão, e quiçá destemido, não é a besta em si, mas a mãe, remetida a uma caverna que seduz os homens com os seus misteriosos atributos. Zemeckis sob a sua febre do motion-capture, adapta a lenda e pede a Angelina Jolie para servir corpo a esta luxúria materializada.
Helen Parr / Elastigirl
The Incredibles (Brad Bird, 2004)

Um caso óbvio e explícito de uma mãe que é uma super-heroína. Helen Parr (voz de Holly Hunter) é casada com um homem superpoderoso, mãe de super-heróis. Poderosa em casa e fora dela.
“Stifler’s Mom” (Mãe de Stifler)
American Pie (Paul Weitz e Chris Weitz, 1999)

Este herdeiro da comédia adolescente típica Porky’s definiu o conceito de MILF na sociedade moderna graças à personagem interpretada por Jennifer Coolidge, a mãe que todos sonham … “aventurar”. O “felizardo” foi Paul Finch (Eddie Kaye Thomas) que usufrui da situação para se vingar do seu arqui-inimigo Stifler (Seann William Scott).
Mrs. Gump
Forrest Gump (Robert Zemeckis, 1994)

Mrs. Gump é interpretada por Sally Field, figura marcante e referência para o filho Forrest Gump (Tom Hanks), que ao longo do filme repete as frases que aprendeu com ela: “My momma always said, ‘Life was like a box of chocolates. You never know what you’re gonna get.‘”
Márcia
Sangue do meu Sangue (João Canijo, 2011)

Neste drama de mulheres de várias gerações, Rita Blanco interpreta Márcia, uma personagem que à primeira vista parece ligar ao entranhado senso comum da figura matriarcal portuguesa. Porém, mais emancipadora que o arquétipo salazarento da “dona de casa a tempo inteiro”, esta é uma das mais discretas e mais fortes mulheres do nosso Cinema que tudo fará para o bem da sua família.
Mildred
Three Billboards Outside Ebbing, Missouri (Martin McDonagh, 2017)

Coube a Frances McDormand interpretar a incrível Mildred, uma mãe em luto que desafia as autoridades locais para tentar resolver o assassinato da sua filha quando estes não conseguem nem se esforçam para encontrar e levar à justiça o culpado.
Mamma Roma
Mamma Roma (Pier Paolo Pasolini, 1962)

Anna Magnani é uma caras reconhecíveis do neorrealismo italiano que encontrou o seu papel seminal na segunda longa-metragem dirigida por Pasolini. Mamma Roma é a história de uma velha prostituta que sonha voltar para o seu filho que funcionou mais que um simples drama miserabilista, uma obra eclética que assumiu como catapulta para a morte do cinema clássico italiano e o nascimento de uma nova linguagem neste meio.
Diane ‘Die’ Després
Mommy (Xavier Dolan, 2014)

Diane (Anne Dorval) é uma mãe solteira, que cria sozinha o seu filho violento e com perturbações psíquicas. A esperança chega uma vizinha nova chega às suas vidas e juntos, encontram um novo equilíbrio e a esperança numa vida (mais) normal.
Clara
Aquarius (Kleber Mendonça Filho, 2016)

Sendo a última residente do prédio Aquarius, uma reformada crítica de música lutará pelo seu espaço. Uma batalha que transgrediu o ecrã e aludiu um cenário sóciopolítico que o Brasil vivia na altura, e hoje afectado pelos seus ecos. Clara tornou-se numa super-heroína do Cinema Brasileiro.
Eva Khatchadourian
We Need to Talk About Kevin (Lynne Ramsay, 2011)

Antes de se tornar mãe, Eva (Tilda Swinton) tem uma vida extremamente ativa e repleta de viagens viaja muito mas quando Kevin (Ezra Miller) nasce, tudo muda. Entre esta mãe e filho não há uma relação de amor, há uma relação de medo (da mãe pelo filho) e de ódio entre Kevin e o mundo. Eva gerou no seu ventre um psicopata e isso não é fácil.
Sarah Connor
Terminator 2: Judgement Day (James Cameron, 1991)

Linda Hamilton interpreta a mãe de um futuro “messias” da Humanidade à beira da extinção, que tudo fará para proteger o seu rebento de inimigos de um iminente apocalipse. Depois do sucesso do filme de 1984, Hamilton torna-se numa das figuras centrais do conceito de “heroína do cinema de ação”.
Etheline Tenenbaum
The Royal Tenenbaums (Wes Anderson, 2001)

Etheline Tenenbaum (Angelica Huston) é mãe de três crianças Margot, Chas e Richie (Gwyneth Paltrow, Ben Stiller e Luke Wilson, respectivamente) que foram crianças prodígio, mas cuja genialidade se foi desvanecendo com o crescimento e por isso faz da educação dos filhos a sua principal prioridade. A personagem de Etheline é baseada na mãe de Wes Anderson, que se torna arqueóloga depois de se divorciar. A título de curiosidade, os óculos que a atriz usa são mesmo os óculos da mãe do realizador.
Mrs. Bates
Psycho (Alfred Hitchcock, 1960)

Mesmo não estando fisicamente presente, a mãe do celebrizado psicopata é uma ameaça para qualquer vivo. Norman Bates (Anthony Perkins) nunca a “abandonou”, integrando a sua sufocante obsessão como um motivo para o seu sadismo. Esta relação é explorada de forma mais intensa na esquecida sequela do clássico de Hitchcock [ver artigo aqui].
Rosemary Woodhouse
Rosemary’s Baby (Roman Polanski, 1968)

Mia Farrow às ordens de Roman Polanski na pele de uma jovem mulher que se convence cada vez mais estar grávida do filho do Diabo. Não existe muito mais para dizer sobre uma das influentes obras de terror do cinema norte-americano.
Sam Dawson
I Am Sam (Jessie Nelson, 2001)

Quantas vezes as mães são mães e pais e quantas vezes os pais também são mães? I Am Sam, conta um desses casos. Sam Dawson, interpretado por Sean Penn é um homem com um grau de deficiência mental que cria, com a ajuda de amigos, também com deficiências, a sua filha Lucy (Dakota Fanning). Mas, aos 7 anos, Lucy ultrapassa intelectualmente o seu pai, e esta situação chama a atenção da assistente social que quer ver Lucy internada num orfanato. A luta de Sam pela custódia da filha tem início e é e será sempre uma das mais bonitas histórias de amor do Cinema.

