Morreu aos 68 anos, após doença prolongada, o ator e realizador francês Daniel Duval.
Nascido em 1944 em Vitry-sur-Seine, Val-de-Marne, França, Durval estreou-se no cinema com La ville-bidon (1971), dando posteriormente nas vistas em filmes como Le voyage d’Amélie (1974), o qual também realizou. Segue-se Vamos a Isto que é Festa (1975), de Bertrand Tavernier, voltando a sentar-se na cadeira de realizador em 1977 com L’ombre des châteaux e em 1979 com Crónica da Mais Velha Profissão do Mundo – no qual trabalhou com Miou-Miou, Maria Schneider e Niels Arestrup.
Nos anos 80 participa em inúmeras obras no cinema e na TV, como Stan the Flasher (1990), de Serge Gainsbourg, Será Que Vai Nevar no Natal? (1996), de Sandrine Veysset, ou Le vent de la nuit (1999), de Philippe Garrel
É já nos anos 2000 que surgem papéis e colaborações mais marcantes, como as com Michael Haneke [em O Tempo do Lobo (2003) e Nada a Esconder (2005)], Olivier Marchal [36 Anti-Corrupção (2004)], François Ozon [O Tempo que Resta (2005)], Alain Corneau (Le deuxième souffle (2007)], Amos Gitai [Plus Tard (2008)] e Pierre Salvadori [Uma Doce Mentira (2010)].
Pelo meio ainda marcou presença no filme português Como Desenhar um Círculo Perfeito (2009), de Marco Martins, não se pondendo esquecer a sua participação em obras como Gomez & Tavares (2003), Gomes vs. Tavares: A Herança (2007), Bairro 13 – Ultimato (2009) e Uma História de Gangues (2011).

