Morreu Vincenzo Cerami

(Fotos: Divulgação)

Morreu aos 72 anos o escritor, jornalista, crítico e argumentista italiano Vincenzo Cerami, discípulo do cineasta Pier Paolo Pasolini, que o contratou como assistente de realização aos 25 anos para o documentário Comizi d’amore, de 1964. Dois anos depois repetiria a experiência em Passarinhos e Passarões, igualmente de Pasolini, estreando-se como argumentista em 1967 com El Desperado. Anos depois viria a escrever o guião de alguns Western spaghetti, como O Pistoleiro Esquecido (1969) e O Justiceiro Sem Olhos (1971).

Trabalhou com Mario Monicelli em O Pequeno Burguês (1977), com Sergio Citti em Domingo na Praia (1977) e Marco Bellocchio em Salto no Vazio (1980). Em 1988 começa uma colaboração proficua com o ator/realizador Roberto Benigni, assinando o argumento de O Pequeno Diabo  (1988), Johnny Palito (1991), O Monstro (1994), A Vida É Bela (1997), Pinóquio  (2002) e O Tigre e a Neve (2005). Pelo meio ainda trabalhou com outros cineastas, como Faliero Rosati, em Alta Frequência (1988), Gianni Amelio em Portas Abertas (1990)Sergio Citti, em Vipera (2000), e com Giovanni Veronesi, em Manual do Amor (2005).

«Ele ensinou-me a fazer com que o coração das pessoas batesse», afirmou Roberto Benigni à imprensa italiana. Já Marco Bellocchio lembrou a “grande capacidade emocional” do autor, capaz de criar inúmeras piadas fulminantes sem nunca ser maldoso.

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