Apresentação do Fantasporto 2011

(Fotos: Divulgação)
  
Decorreu hoje no andar de cima do Teatro Rivoli a apresentação do ‘Fantasporto 2011’ com a presença do já habitual trio organizador Mário Dorminsky, Beatriz Pacheco Pereira e António Reis.

O sempre falador e bem disposto director do festival prontificou-se a esclarecer que, apesar da crise, os filmes desta 31ª edição são muitos e bons. “Quando há crise, o cinema fantástico emerge. 2010 foi um ano com uma grande colheita” disse, dizendo que o único género com mais filmes em tempos difíceis é a comédia romântica, “como se pode ver nas salas”.

No entanto, o Fantasporto deste ano contará com um apoio governamental ainda inferior à média decrescente de anos anteriores e teve grandes dificuldades a encontrar financiadores em época de crise. “É um ano de resistência. Com menos dinheiro mas mais parcerias”. Explicou, acrescentando que se fez um “festival mais barato mas com a mesma qualidade”. Dormisnky fez notar que “apenas 0,4% do orçamento do Estado vai para a cultura”.

Dentro das parceiras destacou-se a coligação com o Festival de Cinema de Ourense, que terá como representação mais visível a exibição do filme vencedor deste ano, o curioso ’18 Comidas’.

Um dos principais destaques da apresentação foi para a forte presença do cinema português no Fantas 2011. Pela primeira vez, o festival nortenho vai contar com uma secção competitiva para cinema nacional atribuindo um Grande Prémio do Cinema Português e um para Jovem Realizador. Este é para o director do festival “um dos grandes aspectos diferenciadores face aos anos anteriores. Cerca de 60% do pequeno auditório do Rivoli vai ser povoado com cinema nacional”.

O filmes em si tiveram lugar a pouco destaque nesta apresentação até porque o cartaz não está fechado e a programação surgirá apenas dentro de algumas semanas. No entanto, Dormisnky destacou o filme de abertura ‘The Resident’ com Hilary Swank (que venceu prémio de melhor actriz numa edição anterior por ‘Boys Don’t Cry’) que poderá estrear no nosso pais em estreia mundial. A organização disse inclusive que a actriz norte-americana poderia vir apresentar o filme.

Beatriz Pacheco Pereira apresentou também um projecto paralelo ao festival que o introduz na área da produção. O Fantas em colaboração com a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto está a produzir 18 curtas-metragens documentais sobre artistas plásticos portugueses. O projecto visa dar destaque a jovens artistas e criar produtos que os possam promover em festivais pelo mundo fora.

António Reis apresentou o programa “Uma Década das Melhores Curtas Europeias” onde institutos de diversos países europeus foram convidados pelo festival para apresentarem uma selecção das melhores curtas-metragens da primeira década dos anos 00.

São esperados cerca de 200 convidados estrangeiros num total de 500 que incluírão 150 realizadores nacionais e uma forma presença da imprensa. Dorminsky fez notar a crescente importância de imprensa online na divulgação e cobertura do festival acrescentado que “os 3 maiores sites de cinema irão estar presentes: IMDB, IFG e FilmFestivals”.

O Fantasporto 2011 decorre de 21 de Fevereiro a 6 de Março no Teatro Rivoli, no Porto.

texto José Pedro Lopes

fotografia por Ana Almeida 

 

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