Estreias da Semana:(23/12/2010): ‘Não Há Família Pior’ e ‘O Mágico’

(Fotos: Divulgação)

Não Há Família Pior

Título original: Little Fockers
De: Paul Weitz
Com: Robert De Niro, Ben Stiller, Jessica Alba
Género: Comédia

O braço-de-ferro entre Jack Byrnes (Robert De Niro) e Greg Focker (Ben Stiller) atinge novos níveis de comédia no terceiro filme da saga: “Não Há Família Pior!”. Laura Dern, Jessica Alba e Harvey Keitel juntam-se ao elenco de luxo deste novo capítulo do sucesso mundial.

Foram precisos 10 anos, dois pequenos Fockers com a sua mulher Pam (Teri Polo) e um sem número de obstáculos para que Greg “se desse bem” com Jack, o seu sogro rígido e autoritário. No entanto, quando este papá se vê na bancarrota, e aceita um trabalho “extra” numa farmacêutica, as suspeitas de Jack sobre o seu enfermeiro favorito voltam em tom ensurdecedor…

Quando todo o clã de Greg e Pam, incluindo o seu ex-querido, Kevin (Owen Wilson) – se junta para a festa de aniversário dos gémeos, Greg terá de provar ao céptico Jack que está totalmente apto para ser o homem da casa. Mas com todos os mal-entendidos, espionagem e missões como infiltrado, irá Greg passar o derradeiro teste do seu sogro e tornar-se no próximo patriarca da família… ou irá o círculo de confiança ser definitivamente quebrado?

Classificação: M/12

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Crítica

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O Mágico

Título original: L’illusionniste
De: Sylvain Chomet
Argumento: Sylvain Chomet, Jacques Tati
Com: Jean-Claude Donda (voz), Eilidh Rankin (voz)
Género: Animação, Comédia, Drama

O Mágico é uma carta de amor de um pai para uma filha. Para Sophie Tatischeff, a filha de Jacques Tati, génio da comédia e lenda do cinema francês, “esta correspondência comovente não poderia deixar de ser entregue”. Catalogado nos arquivos do CNC (Centre Nacional de la Cinématographie) com o título impessoal “Filme Tati Nº 4”, este guião nunca realizado esperou metade de um século para que alguém o folheasse e vi-se o seu potencial. Sylvain Chomet, o aclamado realizador de “Belleville Rendez-Vous”, aceitou esse desafio e iniciou o heróico e difícil sonho de voltar a dar vida à magia incomparável de Tati.

Neste belíssimo filme de animação, conta-se a história de dois caminhos que se cruzam. O primeiro, o de um um antiquado e envelhecido mágico que deambula de país em país, cidade em cidade, à procura de um palco para o seu número. O segundo, pertence a uma jovem rapariga que está prestes a começar a sua vida. Ela ainda não sabe mas gosta dele como se fosse seu pai – ele já sabe que gosta dela como uma filha. Os seus destinos vão colidir mas nada, nem mesmo a magia ou o poder da ilusão, poderá parar a sua viagem de descoberta.

O filme que Tati escreveu entre 1956 e 59 e que nunca realizou por considerar que era um projecto demasiado sério, não poderia estar em melhores mãos. A delicadeza e beleza da animação de Sylvain Chomet, que insiste em desenhos 2D feitos à mão, conferem ao filme um charme muito próprio que permite ao espectador apreciar as riquíssimas ilustrações mesmo em momentos em que não está a decorrer nenhuma acção. Um filme maravilhoso e comovente para adultos e crianças.
 

79 min.

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