Faleceu, aos 88 anos, Erland Josephson.
Conhecido principalmente pelos diversos projetos que executou ao lado do realizador Ingmar Bergman, o sueco faleceu após anos de luta contra a doença de Parkinson.
Nascido em Estocolmo, Josephson tinha 16 anos quando conheceu Bergman. Na altura o cineasta estava a trabalhar em «O Mercador de Veneza» e o ator teve um pequeno papel, ainda como amador. Sem nunca ter uma educação na arte de ser actor, Josephson continuou a aparecer em inúmeras peças de Bergman nas décadas de 40 e 50, tendo em 1946 participado no filme «Chove no Nosso Amor ». Já nos anos 50 ele viria a ter mais tempo de antena em produções como “No Limiar da Vida”, «O Rosto» e “A Felecidade”, mas foi em 1973 que o seu nome internacionalizou-se, com o sucesso de «Cenas da Vida Conjugal».
Depois disso foi convidado para trabalhar com inúmeros cineastas, destacando-se “Para Além do Mal”, de Liliana Cavani (onde desempenhava o papel de Friedrich Nietzsche), ” A Insustentável Leveza do Ser”, de Philip Kaufman, e “Nostalgia” e “O Sacrificio”, ambos de Andrey Tarkovskiy.
Vale a pena ainda dizer que para além do cinema e do teatro, o ator ainda escreveu uma série de obras literárias, poéticas, biográficas e diversos argumentos para rádio, tv e cinema.
Jorge Pereira

