Zarafa: a primeira girafa a chegar à Europa

(Fotos: Divulgação)

Aventura com crianças, animais, piratas, balões e vilões – tendo como pano de fundo histórico o início do século XIX, época onde os europeus aprofundavam seu conhecimento, interesse (e a sua ganância) pelos países “exóticos”. Com produção simples e sem grandes pirotecnias visuais, a obra narra a jornada do menino Maki, que foge de um traficante de escravos no Sudão e pelo caminho encontra um filhote de girafa (Zarafa) de quem se torna “protetor”, ao mesmo tempo que é ajudado por um comerciante do deserto chamado Hassan.

Dos desertos africanos a gélida Paris, o herói e seus amigos (que além de Zarafa e Hassan ainda incluem duas vacas e o proprietário do balão, Malaterre) vão passar por uma Alexandria cercada pelos turcos, arriscar uma travessia pelo Mediterrâneo num balão (seguida de um navio de piratas) para além de enfrentar uma complicada passagem pelos Alpes franceses. “Zarafa” ainda extrai de alguns pormenores históricos (o enredo é livremente inspirado na chegada da primeira girafa ao zoológico de Paris) e dos conflitos culturais alguns bons momentos anedóticos (a relação entre Carlos X e Saint-Hilaire, por exemplo).

O filme, que teve sua antestreia na última edição da Festa do Cinema Francês, rendeu € 11 milhões em França (1,4 milhões de espectadores) e foi o sétimo filme francês mais visto de 2012. Em Portugal a obra estreia em 13 salas. “Zarafa” também foi muito bem recebido pelos críticos – obtendo nota positiva da maioria dos grandes veículos de imprensa francesa. Em geral se destacou o inteligente entrelaçar da história com o enquadramento histórico. Também obteve elogios em termos técnicos. O comentário do Ouest France foi emblemático: “Os realizadores enriquecem a sua obra ao trabalharem o ritmo da trama, a finura do traço, o calor das cores e o humor saboroso. Não há nenhuma necessidade de óculos especiais para apreciar o seu charme.”

O co-realizador Rémy Besançon já teve outro trabalho seu nos ecrãs portugueses este ano – “Um Alegre Evento”. É o primeiro trabalho da realização de Jean-Christophe Lie, que participou na equipa técnica do bem-sucedido “Belleville Rendez-Vous”.
 
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Realização: Rémy Besançon, Jean-Christophe Lie. França, 2012.{/xtypo_rounded2} 

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