Depois de anunciar Notre Salut como sua longa-metragem de abertura, o Festival de Cinema de Bruxelas (BRIFF), na Bélgica, começou a levantar o véu sobre a componente competitiva da edição de 2026. Entre 4 e 12 de setembro, o certame belga voltará a dedicar um lugar de destaque ao cinema nacional, distribuindo produções pela Competição Nacional, Sessões Especiais e Panorama. A organização revelou agora os seis primeiros títulos que integrarão a secção competitiva dedicada ao cinema belga, numa seleção que cruza documentário, ficção e animação.
Entre os destaques está Ceci n’est pas un film français, primeira longa-metragem do ator e encenador Tom Adjibi. Situado na fronteira entre a ficção e o documentário, o filme propõe uma reflexão sobre os estereótipos enfrentados por atores racializados na indústria cinematográfica. A obra estreou mundialmente no festival CPH, em Copenhaga, no passado mês de março.
Também integra a competição Frontera, novo filme de Judith Colell, que transporta o espectador para 1943, na fronteira franco-espanhola, onde resistentes e forças nazis travam um confronto decisivo. O elenco reúne nomes como Kevin Janssens, Joren Seldeslachts e Anna Franziska Jäger.
A realizadora Lou Colpé apresenta Comme un château fort, uma primeira longa-metragem de forte pendor autobiográfico, na qual abre as portas de sua casa, descrita como uma fortaleza mágica e refúgio pessoal. O filme teve estreia no Visions du Réel 2026, integrado na competição Burning Lights.
Já Caroline Strubbe encerra uma trilogia iniciada com Lost Person Area (2009) e continuada em I’m the Same, I’m an Other (2013). Em The Silent Treatment, a cineasta acompanha, ao longo de quase duas décadas, as mesmas personagens e intérpretes, concluindo um ambicioso projeto cinematográfico de longa duração.
A animação também marca presença com Gregor, novo filme em 2D de Manuel Gomez, recentemente exibido na secção Midnight Specials do Festival de Annecy. O realizador conduz a personagem principal por um thriller de contornos alucinatórios, onde violência, poder e fantasias extremas se cruzam.
Fecha este primeiro lote Kwibuka, se souvenir, a segunda longa de ficção de Jonas d’Adesky, protagonizada por Sonia Rolland. A atriz interpreta uma basquetebolista que regressa ao Ruanda, país que abandonou aos nove anos para escapar ao genocídio, confrontando-se agora com as memórias de um passado traumático.
Nas próximas semanas, o BRIFF deverá anunciar os restantes títulos que completarão a Competição Nacional da edição de 2026.

