Vinte filmes de Roberto Gavaldón em retrospetiva no Festival de San Sebastián

(Fotos: Divulgação)

A obra do cineasta mexicano Roberto Gavaldón vai estar em retrospectiva na 67ª edição do Festival de San Sebastián (20 a 29 de setembro).

Ao todo serão vinte os filmes apresentados, num ciclo organizado pelo certame e Filmoteca Española, que inclui ainda o lançamento de uma monografia dedicada ao cineasta.

Roberto Gavaldón (1909-1986) é considerado um dos cineastas mais importantes do cinema mexicano nos anos cinquenta e sessenta e apesar de ser conhecido principalmente pelos melodramas (muitos deles sombrios), Gavaldón aventurou-se igualmente pelos filmes policiais,  o musical, a fantasia e o drama rural.

Macario (1960), baseado em uma história de Ben Traven – um escritor que também deu a John Huston sua inspiração para O Tesouro da Sierra Madre, é um dos seus filmes mais importantes, tendo marcado presença no Festival de Cannes. Este foi igualmente o primeiro filme mexicano a ser nomeado ao Oscar de melhor filme estrangeiro e o seu protagonista, Ignacio López Tarso, foi uma das estrelas do cinema mexicano naqueles anos. Durante anos ele foi o principal representante do cinema mexicano nos grandes festivais internacionais, competindo várias vezes em Cannes, Veneza e Berlim, e apresentando Acuérdate de vivir na primeira edição do Festival de San Sebastian em 1953. 

Na década de 1960, Gavaldán virou-se para questões sociais e políticas, entregando trabalhos como Rosa Blanca, sobre a expropriação de petróleo no México, filme proibido que teve o seu lançamento adiado até 1972. Em Días de Ooto, com a dupla de atores de Macario, Ignacio López Tarso e Pina Pellicer, narra a história de uma mulher abandonada pelo noivo que diz a todos que casou e está grávida dele. Em seguida, colaborou com Gabriel García Márquez e Carlos Fuentes no guião de El gallo de oro (1964) e na década de 70 produziu três filmes, Dom Quijote cabalga de nuevo (1973), La madrastra (1974) e La playa vacía (1977). Ele continuou a trabalhar até 1979, quando realizou o seu último filme, Cuando tejen las arañas, um drama sobre uma jovem e a sua repressão sexual.

Gavaldán morreu na Cidade do México em 1986.

 

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