As realizadoras britânicas que romperam com a tradição chegam à Cinemateca

(Fotos: Divulgação)

A Cinemateca vai apresentar, a partir do dia 15 de junho, o ciclo Realizadoras Britânicas – do Esforço de Guerra ao Free Cinema (1940-1964).

A programação parte da década de 1940,  e em particular dos anos da Segunda Guerra Mundial, o período de maior afluência às salas de cinema na história do Reino Unido, para chegar ao Free Cinema, movimento que, no final da década de 1950, renovaria o cinema britânico a partir de uma atenção mais direta à realidade social, ao documentário e às vidas comuns. 

Composto com filmes de 16 cineastas, distribuídos por 17 sessões organizadas em programas temáticos que atravessam curtas e longas-metragens, a programação percorre temas como o feminismo, o direito à habitação e a luta operária, mas também as inquietações do esforço de guerra, passando pelo horror hospitalar e pelos mais variados desesperos existencialistas.

Entre os nomes em destaque estão Ruby Grierson, Kay Mander, Jill Craigie, Wendy Toye e Muriel Box, a mais prolífica cineasta inglesa do século XX e a primeira mulher a receber um Óscar de Melhor Argumento Original. Ao todo serão apresentadas neste ciclo sete longas-metragens das 13 que realizou.

A presença de Margaret Tait, ao lado de Lorenza Mazzetti na sessão “Parelhas – Casais”, antecipa a retrospetiva que será dedicada à cineasta experimental escocesa em outubro.

A sessão inaugural decorre a 15 de junho, às 19h00, na Sala M. Félix Ribeiro, e junta dois filmes: The Stranger Left No Card, de Wendy Toye, e Simon and Laura, de Muriel Box.

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