“Queer” marca o regresso de Luca Guadagnino a Veneza

(Fotos: Divulgação)

Habituado a estrear os seus filmes em Veneza, Luca Guadagnino prepara-se para a primeira exibição oficial do seu mais recente projeto, “Queer”, no Festival de Veneza. Baseado no romance de mesmo nome de William S. Burroughs, o realizador de “Chama-me Pelo Teu Nome”, “Ossos e Tudo” e “Challengers” leva-nos à Cidade do México, dos anos 1950, e acompanha Lee (Daniel Craig), um expatriado americano que passa os seus dias quase inteiramente sozinho, exceto por alguns contatos com outros membros da pequena comunidade americana. O seu encontro com Eugene Allerton (Drew Starkey), um jovem estudante novo na cidade, mostra-lhe, pela primeira vez, que pode ser finalmente possível estabelecer uma conexão íntima com alguém. O elenco também inclui Jason Schwartzman, Lesley Manville, Henry Zaga, Drew Droege, Ariel Schulman, Colin Bates, Ronia Ava, Perla Ambrosini e Simon Rizzoni.

Abordando abertamente as cenas de sexo de “Queer“, Craig revelou que ele e Drew Starkey tentaram tornar as coisas divertidas, pois, como se sabe, “não existe nada de íntimo nas filmagens de uma cena de sexo num set”: “Queríamos fazer isto o mais tocante, real e natural possível. O Drew é um ator maravilhoso, fantástico e lindo para se trabalhar. Rimos muito no processo.”

Guadagnino acrescentou que Craig teve uma grande “generosidade de abordagem” ao projeto e é um dos “poucos atores icónicos que permitem que as suas fragilidades sejam vistas”.

Além de ser uma história de amor entre as personagens de Craig e Starkey, “Queer” também aborda o tema do vício, tópico que atrai Guadagnino: “Sou um cavalheiro que dorme muito cedo, nunca usei drogas na vida, nunca fumei um cigarro. Fiz dieta e perdi 15 quilos… Também posso contar nos dedos as amantes que tive na vida. Adoro ter a oportunidade de ver as pessoas e não julgá-las — de garantir que até a pior pessoa seja representada da maneira correta.” 

Justin Kuritzkes, argumentista de “Challengers”,  escreveu o guião de “Queer”, adaptando o romance escrito na década de 1950, mas só foi publicado em 1985. “Sempre achei que Burroughs tinha um rosto muito público e queria conhecer o seu lado privado”, disse Craig, que falou com algumas pessoas que o conheciam, mas desconhecia os pormenores da sua estadia no México. 

O Festival de Veneza termina a 7 de setembro.

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