Vem aí uma série sobre o General Gomes Freire de Andrade

(Fotos: Divulgação)

Vem aí uma série documental em torno da figura do General Gomes Freire de Andrade, partidário das ideias liberais, assassinado* juntamente com outros 11 oficiais portugueses revoltosos a 18 de outubro de 1817, após uma revolta contra o domínio de William Beresford, que regia (efetivamente) Portugal, após a saída da Família Real para o Brasil em 1807.

Estes doze “mártires da pátria” foram condenados a morrer por enforcamento, quando a ética militar clamava pelo fuzilamento, mas oito deles, incluindo Gomes Freire, viram ainda os seus corpos serem decapitados, queimados, e as cinzas atiradas para o Tejo. Na verdade, estes homens serviram de “exemplo” para qualquer revoltoso contra o domínio de Beresford.

Para além de Portugal, a produção desta série vai passar pela Rússia, Áustria, França e Espanha, países onde Gomes Freire esteve, sempre como militar destacado. O seu passado na Maçonaria, percurso no qual se iniciou na Áustria e prosseguiu em Portugal como Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, estará também em destaque.

“O General Gomes Freire de Andrade é uma personagem ímpar, com um percurso militar e político relevante na segunda metade do século XVIII e primeiros anos do século XIX, tendo testemunhado acontecimentos que mudaram para sempre a história contemporânea da Europa e do Mundo”, explica em comunicado Paulo Ferreira do Amaral, coordenador geral do Projeto.

A pesquisa e o argumento estiveram a cargo de Teresa de Sousa e Graça Castanheira, sendo esta última a realizadora responsável pela obra. A supervisão científica foi entregue ao Prof. Doutor António Pires Ventura, da Universidade de Lisboa. Maurício Valente Ribeiro, da MauMauMia, será o produtor, à frente de uma vasta equipa multidisciplinar e internacional.

A MauMauMia assegurou já acordos de distribuição com várias entidades internacionais, encontrando-se em fase de conversações e acordos de parceria com canais internacionais e plataformas de streaming.

* na imagem do topo o quadro de Roque Gameiro (1917) dedicado à execução de Gomes Freire

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