Netflix chega a (quase) todo o mundo e Adam Sandler bate recordes

(Fotos: Divulgação)

Ridiculous Six [ler crítica], protagonizado por Adam Sandler, tornou-se no filme mais assistido da história da Netflix ao longo dos primeiros 30 dias de exibição. A notícia foi avançada por Reed Hastings e Ted Sarandos, respetivamente o cofundador/CEO e diretor de conteúdos da empresa, durante o Consumer Electronics Show, a maior feira de eletrónica de consumo que se realiza em Las Vegas, nos EUA.

«‘Ridiculous Six’, por exemplo, apenas nos primeiros 30 dias na Netflix, tornou-se no filme mais assistido da história do serviço», afirmou Sarandos, acrescentando que a comédia foi igualmente o produto número 1 em todos os territórios em que a plataforma opera. Sarandos disse ainda que em muitos territórios o filme ainda se encontra em 1º lugar nas preferências. Tendo em conta que há uns meses atrás a Netflix afirmou que Beasts of No Nation [ler crítica] tinha ultrapassado os 3 milhões de espectadores nos EUA, nas duas primeiras semanas de exibição, depreende-se que os valores conseguidos por Ridiculous Six sejam substancialmente maiores.

Vale a pena referir que a apresentação da Netflix no CES 2016 serviu principalmente para anunciar que o serviço passa a estar disponível em mais 130 países a partir deste ano: «Estamos hoje a assistir ao nascimento de um novo canal global de televisão pela Internet», afirmou Hastings. «Com este lançamento, os consumidores de todo o mundo – de Singapura a São Petersburgo, de São Francisco a São Paulo – poderão ver séries e filmes em simultâneo, sem tempos de espera. Com o auxílio da Internet, estamos a colocar nas mãos do consumidor o poder de ver o que quiser, quando quiser e no dispositivo que quiser».

Embora amplamente disponível em inglês na maior parte dos novos países, a Netflix adicionou o árabe, o coreano, o chinês simplificado e o chinês tradicional aos 17 idiomas que já disponibiliza: «De hoje em diante, iremos ouvir e aprender, adicionando gradualmente mais idiomas, mais conteúdos e mais formas de os consumidores interagirem com a Netflix», afirmou Hastings. «Estamos desejosos de poder levar novas histórias fantásticas de todo o mundo a pessoas em todo o mundo».

A Netflix ainda não está disponível na China, embora a empresa continue a procurar opções que lhe permitam fornecer o serviço. Também não está presente na Crimeia, Coreia do Norte e Síria, devido a restrições impostas a empresas americanas pelo governo dos E.U.A.

A aposta em conteúdos originais

Hastings e Sarandos frisaram ainda nas suas apresentações a aposta do serviço em conteúdos originais, em particular em projetos de grandes autores, oferecendo-lhes, no caso das séries, a flexibilidade para desenvolver uma temporada inteira, e não apenas um episódio piloto, e não restringindo a duração dos programas aos «22 ou 44 minutos de duração» que são o padrão dos canais de tv em geral.

Sarandos defendeu ainda os filmes produzidos pela Netflix, os quais estreiam online mas que ele gostaria que fossem exibidos igualmente nos cinemas – uma ideia que a maioria dos exibidores norte-americanos continua a rejeitar: «Nós não somos anti-cinemas. Somos pró-filmes.» O modelo Netflix «remove uma das principais razões pelas quais as pessoas recorrem à pirataria», concluiu.

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