Em cerimónia marcada pela pandemia, “Las Niñas” triunfa nos prémios do cinema espanhol

(Fotos: Divulgação)

Numa cerimónia marcada pela pandemia, que decorreu no Teatro Soho de Málaga, com os apresentadores (Antonio Banderas e María Casado) e convidados em palco, e os vencedores em casa a celebrarem as conquistas com toda a frieza das videochamadas, o filme “Las Niñas“, de Pilar Palomero, foi o grande vencedor da 35ª edição dos Prémios Goya.

Uma história de perda da inocência, ambientada em Saragoça em 1992, “Las Niñas” ganhou as estatuetas de melhor filme, melhor realização em estreia, melhor argumento original e melhor direção de fotografia, este último entregue pela primeira vez a uma mulher, Daniela Cajías.

Salvador Calvo ganhou o prémio Goya de melhor realizador por “Adú“, uma história sobre imigração que estreou antes da pandemia e que ganhou ainda os prémios de melhor som, direção de produção e ator revelação (Adam Nourou). Mario Casas obteve o seu primeiro Goya de melhor ator por “No matarás“, enquanto o de melhor atriz principal foi para Patricia López Arnaiz por “Ane“, filme estreia do basco David Pérez Sañudo, que parte do desaparecimento de uma jovem e a sua busca por parte da mãe. Estreada no Festival de San Sebastián, o filme conquistou ainda os prémios de melhor argumento adaptado e atriz revelação (Jone Laspiur).

Preparado para chegar à Netflix esta quinta-feira (11 março), “Akelarre” dominou nos prémios técnicos. A viagem de época ao País Basco e aos conflitos e repressões da inquisição a um grupo de mulheres, que caracteriza como bruxas, conquistou cinco prémios: direção artística, maquilhagem e penteados, guarda-roupa, efeitos especiais e música.

Saíram ainda vencedores desta cerimónia, marcada ainda por várias mensagens de estrelas de Hollywood e internacionais (Tom Cruise, Robert de Niro,Margot Robbie, Mónica Belluci, Laura Dern, Emma Thompson, Isabelle Huppert, Sylvester Stallone, Ricardo Darín e até Barbra Streisand), Nathalie Poza, que ganhou o prémio Goya de melhor atriz secundária por “La boda de Rosa“, filme de Icíar Bollaín que também conquistou a distinção de melhor canção original.

Alberto San Juan foi o melhor ator secundário por “Sentimental“; “O Ano da Descoberta” o melhor documentário; “The Father” o melhor filme europeu; e ‘El olvido que seremos” o melhor filme ibero-americano.

A cerimónia dos Goya ficou ainda marcada pela subida ao palco de Pedro Almodóvar, Penélope Cruz, Juan Antonio Bayona, Alejandro Amenábar e Paz Vega, e pelas homenagens aos colegas falecidos devido à Covid-19.

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