Morreu Dyanne Thorne, a nazi dominadora da franquia “Ilsa”

(Fotos: Divulgação)

A atriz norte-americana Dyanne Thorne faleceu no passado dia 28 de janeiro aos 77 anos. A notícia, que só hoje chegou à imprensa, deixou os fãs da franquia de culto “Ilsa” devastados. 

Nascida a 14 de outubro de 1943, a voluptuosa Dyanne começou a sua carreira como vocalista numa banda e atriz de teatro em Nova York. Apareceu pela primeira vez no cinema no filme exploitationSin in the Suburbs” (1964), trabalho assinado pelo realizador de obras “grindhouse” Joseph W. Sarno.

Thorne continuaria nesse registo em obras como “Love Me Like I Do” (1970), “Pinocchio” (1971) e “Wam-Bam, Thank You, Spaceman” (1973), mas ganhou verdadeiramente notoriedade como Ilsa, uma nazi dominadora e cruel em Ilsa: She Wolf of the SS. O filme teve bastante sucesso e gerou sequelas (“Ilsa, Harem Keeper of the Oil Sheiks”; Ilsa the Tigress of Siberia) e várias imitações num registo “Nazisploitiation“. A sua personagem era inspirada em parte numa pessoa real, Ilse Koch, esposa de Karl Otto Koch, comandante dos campos de extermínio de Buchenwald e Majdanek, que se tornou “famosa” por colecionar pedaços de peles tatuadas dos prisioneiros dos campos de concentração.

Houve ainda tempo para filmar “Ilsa, the Wicked Warden” (1977), exploitation assinado por Jesús Franco que originalmente se apelidava “Greta: Haus Ohne Männer.” Considerado por muitos o terceiro filme da franquia Ilsa, sem o ser oficialmente, o projeto não foi originalmente filmado com a pretensão de fazer parte da saga. A trama segue Ilsa (também intitulada Wanda ou Greta, dependendo do país), a diretora de um hospital psiquiátrico para mulheres com transtornos sexuais.


Greta: Haus Ohne Männer

Casada em 1975 como compositor, maestro, músico e ator Howard Maurer, Dyanne participou em cinco filmes com o marido, os últimos dos quais – “House of Forbidden Secrets” (2013) e “House of the Witchdoctor” (2013) – após um interregno na atuação com mais de 25 anos. A dupla criou ainda em Las Vegas “Um casamento encenado ao ar livre” como alternativa aos casamentos comerciais em capelas, com casais a viajarem de todo o mundo para se casar com “Ilsa”.

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