Estará a Academia de Artes e Ciências preparada para nomear um filme onde se vê um pénis em chamas? Provavelmente não, mas o México selecionou Heli [ler crítica] na corrida ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Esta brutal obra de Amat Escalante foca-se na realidade hiper-violenta do narcotráfico, procurando na sua escalada de eventos chocar o espectador com algumas cenas de tortura adotadas pelos traficantes mexicanos.
Quem também já escolheu o seu candidato foi a Polónia, optando por Walesa, o mais recente filme do realizador polaco Andrzej Wajda (Katyn) que acompanha a vida de Lech Walesa, o Prémio Nobel (1983) e chefe histórico do Movimento Solidariedade, o mais poderoso sindicato polaco que nasceu nos Portos de Lenin. Vale a pena recordar que este foi o primeiro movimento sindical não-comunista nos pais durante o bloco soviético e nos anos 80 constituiu um amplo movimento social anti-regime.
Finalmente, uma nota para a escolha de Soul por parte de Taiwan. Assinado por Chung Mong-Hong (The Fourth Portrait), este thriller psicológico oferece uma visão fascinante e assustadora sobre a migração espiritual e a reencarnação.

