Danny Boyle ainda deseja levar sequela de ‘Trainspotting’ aos cinemas

(Fotos: Divulgação)
Numa entrevista à Cinematical, Danny Boyle revelou que a sequela de ‘Trainspotting”, intitulada “Porno”, baseada na obra homónima de Irvine Welsh, deverá ainda acontecer, passando para o lado dos actores a “responsabilidade” da continuação. “Eu vou falar com todos, depende onde cada um esteja na altura”.
Mas o trabalho na sequela não está tão avançado como em 2006 se especulou. Boyle tem noção que a sequela do livro de Irvin Welsh não é tão boa como “Trainspotting”, e afirma que já “tem trabalhado nela e que esta demonstra potencial”.
 
No que toca ao regressos dos actores, talvez Ewan McGregor seja o único caso mais complicado. Diz-se que  McGregor cortou relações com Boyle depois deste ter voltado atrás  na palavra e ter aceite a imposição dos estúdios de cinema aquando da produção de “The Beach”. Relembramos que originalmente McGregor ia desempenhar o papel principal, acabando Leonardo DiCaprio por assumir esse protagonismo. Para além disso, Mcgregor é dos actores mais solicitados actualmente, quer em Hollywood, quer no cinema europeu.
 
Já os outros actores devem ser mais acessíveis.  Jonny Lee Miller e Robert Carlyle andam bastante desaparecidos de protagonismo, tendo o último mesmo afirmado recentemente que estava desolado com a produção britânica actual.
 
 

Porno

O sucesso de “Trainspotting”, quer do livro, quer da sua posterior adaptação ao cinema, ditou a regra. Era necessário “ressuscitar” o grupo de viciados escoceses para mais uma aventura. E assim, em 2002, Irvine Welsh edita “Porno”, a aguardada sequela.

Dez anos passaram desde o dia em que Mark Renton fugiu com o dinheiro do golpe da heroína. Face ao trabalho anterior, emerge um novo protagonista, Sick Boy. No início, vamos encontrá-lo em Londres, onde vive de pequenos golpes, alguns enganos e de um instável emprego como barman. Mas Sick Boy ambiciona mais, e resolve que é tempo de regressar a Edimburgo. Spud é o mesmo: viciado, deprimido, degradado, o típico e fiel “agarrado”, que tenta a custo refazer a vida com Alison (a mãe da bebé Dawn, filha de Sick Boy, que morre em “Trainspotting”). Begbie continua preso, mas a sua libertação é iminente. A prisão fê-lo ainda mais psicótico e violento e deu-lhe um objectivo de vida, acabar com Renton.

E é assim que vamos encontrar as nossas bem conhecidas personagens, às quais se junta Nicola Fuller-Smith, uma muitíssimo ambiciosa estudante de cinema que tentará a todo o custo triunfar sem olhar a meios, mas que acaba por cair num grande erro ao envolver-se com Sick Boy.
Quando se torna proprietário de um bar em Edimburgo, e com a ânsia de conquistar dinheiro facilmente, Sick Boy idealiza um plano infalível; tornar-se produtor amador de vídeos pornográficos. Mas numa viagem a Amesterdão, Sick Boy encontra uma inesperada surpresa: Mark Renton, que é agora um bem sucedido empresário da noite holandesa. E a partir daqui, os dados estão lançados, e tudo pode acontecer…

Entre Londres, Edimburgo, Amesterdão e Cannes, o livro vai-nos guiando de forma fluida e despretensiosa ao longo das aventuras e trapaças do grupo principal, tendo a particularidade de cada capitulo ter a narração de uma personagem diferente, embora sempre em linha com a mesma sequência temporal. Os secundários são mais que muitos, e tal como aconteceu em “Trainspotting”, é possível que na sua adaptação ao cinema caiam alguns personagens e algumas situações.

Carla Calheiros & Jorge Pereira

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