
Lars Kepler é na verdade o pseudónimo de uma dupla de escritores, Alexander Ahndoril e Alexandra Coelho Ahndoril (filha de uma portuguesa), que durante três semanas mantiveram a identidade de Lars Kepler oculta, o que provocou na Suécia uma corrida às livrarias. Aliás, o nome Lars Kepler é uma homenagem a Stieg Larsson e ao filósofo Kepler. Numa entrevista a uma revista sueca, Alexandra citou os heterónimos de Fernando Pessoa para descrever a razão porque optaram por usar Lars Kepler como o criador da saga.
No livro seguimos Erik Maria Bark, o mais famoso hipnotista da Suécia. Acusado de falta de ética, e com o casamento à beira do colapso, ele jurou publicamente nunca mais praticar a hipnose nos seus pacientes e há dez anos que se mantém fiel à sua promessa. Até agora.
Em Estocolmo, uma família é brutalmente assassinada e a única testemunha está internada no hospital em estado de choque; Josef Ek, de apenas 15 anos, presenciou o massacre dos seus pais e irmã mais nova, sendo ele próprio encontrado numa poça de sangue, vivo por milagre.
Nessa mesma noite, Erik Maria Bark recebe um telefonema do comissário Joona Linna solicitando os seus serviços. Urge descobrir a identidade do assassino e para tal Josef deverá ser hipnotizado. Erik aceita a missão com relutância, longe de imaginar que o que vai encontrar pela frente é um pesadelo capaz de ultrapassar os seus piores receios.
Dias mais tarde, o seu filho de 15 anos, Benjamin, é sequestrado da própria casa. Haverá uma ligação entre estes dois casos? Para salvar a vida de Benjamin, o hipnotista deverá enfrentar os fantasmas do seu passado e mergulhar nas mentes mais sombrias e perversas que jamais poderia imaginar; o que tinha por difuso revela-se abominável, o que tinha por suspeito surge como demoníaco. Para Erik, a contagem regressiva já começou…
Tobias Lenner, responsável da Svensk Filmindustri, afirmou que esta obra é contada de uma forma muito cinemática e tem muito suspense, ‘estando assim convencido que dará um excelente filme’, na linha de ‘Os Homens que odeiam as mulheres”, “A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo ” e “A Rainha no Palácio das Correntes de Ar”, obras que tornaram famosa Lisbeth Salander.
As filmagens devem começar em 2011, estando também garantida a adaptação ao cinema do segundo livro, ainda a publicar…

