Danny Boyle confirma que sequela de «Trainspotting» vai mesmo chegar ao cinema

(Fotos: Divulgação)

Numa entrevista ao The Playlist, Danny Boyle – que se prepara para chegar às salas como «Trance» – afirmou que John Hodge – que já trabalhou em guiões como os de  «Trainspotting», «Pequenos Crimes entre Amigos», «A Praia» e «Vidas Diferentes» – está já a adaptar «Porno» de Irvin Welsh. Ora, «Porno» é a famosa sequela de «Trainspotting» – que já há quase uma década se fala que poderá chegar ao grande ecrã..
 
Nenhum detalhe sobre o timing da adaptação foi avançado, mas Boyle lá adiantou que certamente não será o seu próximo filme, nem o outro a seguir, estimando-se assim que talvez em 2016 «Porno» possa chegar às salas e com todo o elenco original de volta.
 
Recordamos que um dos maiores entraves no processo é  Ewan McGregor. Diz-se que McGregor cortou relações com Boyle depois deste ter voltado atrás na palavra e ter aceite a imposição dos estúdios de cinema aquando da produção de “A Praia” – originalmente McGregor ia desempenhar o papel principal, acabando Leonardo DiCaprio por assumir esse protagonismo. Boyle abordou agora o assunto com o The Playlist, desvalorizando a questão e afirmando mesmo que prevê que sejam colocadas de lado esses problemas para que se avance de vez com o projeto. 

Sobre «Porno»

 O sucesso de “Trainspotting”, quer do livro, quer da sua posterior adaptação ao cinema, ditou a regra. Era necessário “ressuscitar” o grupo de viciados escoceses para mais uma aventura. E assim, em 2002, Irvine Welsh edita “Porno”, a aguardada sequela.
 
Dez anos passaram desde o dia em que Mark Renton fugiu com o dinheiro do golpe da heroína. Face ao trabalho anterior, emerge um novo protagonista, Sick Boy. No início, vamos encontrá-lo em Londres, onde vive de pequenos golpes, alguns enganos e de um instável emprego como barman. Mas Sick Boy ambiciona mais, e resolve que é tempo de regressar a Edimburgo. Spud é o mesmo: viciado, deprimido, degradado, o típico e fiel “agarrado”, que tenta a custo refazer a vida com Alison (a mãe da bebé Dawn, filha de Sick Boy, que morre em “Trainspotting”). Begbie continua preso, mas a sua libertação é iminente. A prisão fê-lo ainda mais psicótico e violento e deu-lhe um objectivo de vida, acabar com Renton. 
 
E é assim que vamos encontrar as nossas bem conhecidas personagens, às quais se junta Nicola Fuller-Smith, uma muitíssimo ambiciosa estudante de cinema que tentará a todo o custo triunfar sem olhar a meios, mas que acaba por cair num grande erro ao envolver-se com Sick Boy.
 
Quando se torna proprietário de um bar em Edimburgo, e com a ânsia de conquistar dinheiro facilmente, Sick Boy idealiza um plano infalível; tornar-se produtor amador de vídeos pornográficos. Mas numa viagem a Amesterdão, Sick Boy encontra uma inesperada surpresa: Mark Renton, que é agora um bem sucedido empresário da noite holandesa. E a partir daqui, os dados estão lançados, e tudo pode acontecer… 

Entre Londres, Edimburgo, Amesterdão e Cannes, o livro vai-nos guiando de forma fluida e despretensiosa ao longo das aventuras e trapaças do grupo principal, tendo a particularidade de cada capitulo ter a narração de uma personagem diferente, embora sempre em linha com a mesma sequência temporal. Os secundários são mais que muitos, e tal como aconteceu em “Trainspotting”, é possível que na sua adaptação ao cinema caiam alguns personagens e algumas situações.

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