O realizador francês André Téchiné – responsável por filmes como «Os Juncos Silvestres» e «Imperdoáveis» – vai levar ao cinema uma das histórias criminais mais famosas em França: o caso Agnés Le Roux, uma mulher desaparecida em circunstâncias bizarras e suspeitas há 35 anos.
O caso remonta a 1977 e envolve a família Le Roux – proprietária do casino Palais de la Mediterranée, gerido desde a morte do pai de Agnés pela mãe, Renée. Afastada da mãe por desavenças pessoais, Agnés fez então um negócio com Jean-Dominique Fratoni, também ele um empresário ligado ao mundo do jogo. Com isso, Agnés ganhou três milhões de francos franceses e é aqui que entra em jogo Jean-Maurice Agnelet, um advogado que se tornou amante da herdeira e que abriu com ela uma conta conjunta (onde foi depositado o dinheiro).
A verdade é que a certa altura, Agnés desapareceu sem deixar rasto e passados três meses, Agnelet transferiu os três milhões de francos da conta conjunta para uma conta particular. Logo depois, o advogado foi acusado do desaparecimento de Agnés, contribuindo em grande escala a denuncia executada pela sua esposa, que confessou que tinha inicialmente mentido quando lhe deu um álibi para o dia em que Agnés desapareceu.
A verdade é que apesar de Agnelet estar preso desde 2007, continua a insistir na sua inocência. O facto de nunca se ter encontrado o corpo ou sequer o carro da desaparecida, sempre deram espaço à imaginação e ao clima de mistério.
Para transpor este caso para o cinema, Techiné chamou Catherine Deneuve (Potiche), que irá desempenhar o papel de Renée. A ela junta-se Guillaume Canet (A Última Noite) na pele de Agnelet, cabendo a Adèle Haenel (L’Apollonide: Memórias de um Bordel) o papel da desaparecida.
As filmagens deste projeto iniciam-se ainda no primeiro semestre de 2013.

