Sessenta e cinco anos depois do explorador norueguês Thor Heyerdahl (e cinco dos seus cientistas) terem seguido da América do Sul até à Polinésia, «Kon-Tiki» – a embarcação – voltar a brilhar, sendo a candidata na Noruega na corrida ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.
O objetivo da viagem do «Kon-Tiki» era demonstrar a possibilidade de que a colonização da Polinésia tinha sido realizada por via marítima por índios da América do Sul. O nome do barco era homenagem ao deus do sol inca, Viracocha, o qual era também chamado de «Kon-Tiki».
Esta viagem foi transformada num filme de ficção, isto depois de em 1950, um documentário norueguês sobre o assunto ter ganho o único Oscar até hoje conquistado pelo país.
A realização deste filme esteve nas mãos Espen Sandberg e Joachim Rønning, responsáveis por «Max Manus», que assim continuaram o trabalho que Thor Heyerdahl idealizou até à sua morte, em 2002.
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Entretanto, e no rescaldo da vitória no Festival de Veneza, a Coreia do Sul optou por «Pieta» de Kim Ki-Duk para a corrida ao Óscar.
Na fita, que é acima de tudo é um conto moral sobre redenção mas também um ensaio sobre o capitalismo, temos Lee Jung-Jin como um solitário homem que cresceu num orfanato, mas que um dia encontra uma mulher (Jo Min-Su) que diz ser a sua mãe. Inicialmente, este mercenário contratado por agiotas não acredita na história da mulher, mas progressivamente a ligação entre os dois evolui acabando por se descobrir qual a razão que motivou a mãe a procurá-lo.
Neste «Pièta», duas pessoas que dão e recebem a dor por causa do dinheiro veem os seus caminhos cruzarem-se, transformando-se numa família. E como qualquer família, eles percebem que se tornam cúmplices em tudo o que ocorre nesse período. «O dinheiro vai continuar a fazer questões até que as pessoas desta era morram. Eventualmente vamos nos tornar no dinheiro uns dos outros», acrescentou o cineasta em relação à sua obra.
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Lista dos filmes submetidos na corrida ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro

