O consagrado cineasta francês Claude Lelouch está a preparar o seu regresso ao cinema e neste momento tem três projetos alinhados em diferentes fases.
Num deles, intitulado «Salaud, on t’aime», Lelouch vai voltar a trabalhar com Johnny Hallyday (na imagem acima) cantor e ator com quem colaborou há 40 anos em «Aventura é Aventura». Na obra, Hallyday será um fotógrafo casado com uma personagem interpretada por Sandrine Bonnaire (Xeque à Rainha). Eddy Mitchell (Até ao Fim do Mundo) é outro dos atores envolvidos nesta produção que consta ser um conto de família, paternidade, dinheiro e reconciliação.
De notar que Hallyday esteve recentemente internado durante cinco dias devido a uma bronquite e problemas respiratórios, situação que está completamente ultrapassada segundo a produtora Les Films 13. As filmagens de «Salaud, on t’aime» estão programadas para o início de 2013.
Já no que diz respeito ao segundo projeto do cineasta, este denomina-se «Les Bandits manchots». Aqui também podemos falar de um reencontro, pois Jean-Paul Belmondo (na imagem abaixo) irá colaborar pela quarta vez na sua carreira com Lelouch.
Neste filme seguimos um prisioneiro (Belmondo) que na tentativa de escapar acaba por cair de um telhado e ficar gravemente afetado com isso. De notar que as sequelas físicas do AVC que Belmondo sofreu em 2001 foram integradas na sua personagem. Franck Dubosc – que brevemente veremos na comédia do mundo do futebol «Les Seigneurs» – é outro dos nomes constantes no elenco desta fita.
Finalmente, e sobre o terceiro projeto, pouco se sabe a não ser que tem o nome «L’Intime conviction».
Recordamos que Lelouch iniciou a sua carreira em 1960 com «Le Propre de l’homme». O filme foi arrasado pela crítica tendo mesmo publicações como o Cahiers du cinema afirmado que as pessoas deveriam fixar o nome do cineasta porque nunca mais íamos ouvir falar dele. As coisas não seguiram essa linha, tendo o cineasta ganho mesmo em 1966 a Palma de Ouro em Cannes com «Um Homem e Uma Mulher» (1966). Depois disso, Lelouch construiu uma carreira profícua onde pontificaram obras como «Um Homem de Quem Eu Gosto» (1969), «Toda Uma Vida» (1974), «Uns e os Outros» (1981) e «Itenerário de Uma Vida» (1988), «Os Miseráveis» (1995) e «Ces amours-là».

