Óscares 2012: Mais seis candidatos à nomeação ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro

(Fotos: Divulgação)

Depois de a Sérvia ter optado por «Montevideo, God Bless You» e a Bosnia e Herzegovina ter escolhido «Belvedere», mais três países da ex-Jugoslávia apresentaram hoje os seus candidatos à nomeação ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.
 
Assim, a Eslovénia submeteu à Academia de Hollywood o filme «Silent Sonata» (Circus Fantasticus), uma alegoria realizada por Janez Burger e que tem a característica de não possuir nenhum diálogo. 
 
Já a Macedónia optou por «Punk’s Not Dead», um dos grandes sucessos do último Festival de Karlovy Vary. Realizado por Vladimir Blazevski, o road movie de baixo orçamento segue uma banda punk que se volta a reunir após 17 anos de interregno.
 
Finalmente, a Croácia escolheu «72 Days», um filme de Danilo Serbedzija. Nesta comédia rural, que passou pelo último Festroia, acompanhamos uma família que vive à conta da pensão americana do Avô Djuradj que é paga à sua viúva Nedja. Assim, Nedja e é a única fonte de rendimento da família Paripovic. Quando esta falece, e a subsistência do grupo é ameaçada, o “cabeça” da família inventa um plano inteligente para resolver a situação.
 
Viajando para Este, até à Ásia, hoje foram anunciados mais dois candidatos. Um deles pode-se considerar uma surpresa, até porque foi um verdadeiro flop nas bilheteiras na Tailândia. Falamos de «Kon Khon», Saranyoo Wongkrachang, um filme sobre grupos especializados em competições de Khon ( género de dança clássica tailandesa onde um grupo de dançarinos mascarados é acompanhado por um coro que conta uma história e executa uma coreografia seguindo os cânones tradicionais do género. A maior parte dos espetáculos de Khon inspiram-se no Ramakien, versão tailandesa do poema épico hindu Ramaiana.)
 
Tatsumi 
 
Mais a Sul, a escolha de Singapura recaiu em «Tatsumi», um filme de Eric Khoo ( «12 Storeys» e «My Magic»), presença regular no Festival de Cannes. Na obra homenageia-se Yoshihiro Tatsumi, famoso criador de Manga e um dos principais fomentadores do Gekiga, um estilo de animação mais direccionada para um público mais maturo. Nascido numa família, ele cresceu no Japão ocupado. Os seus desenhos serviram como escape, tornando-se mais tarde uma paixão, que o levou a conhecer o seu ídolo, Osamu Tezuka. Questionando a arte dos seus desenhos, Tatsumi orientou-se pata o Gekiga, criando trabalhos como «A Drifting Life» (auto-biográfico) e «Hell» e «Goodbye».
 
Mudando de continente e indo mais para sul, a Nova-Zelândia apresentou hoje o seu primeiro candidato a esta categoria nos Óscares. O filme em questão é «The Orator» (O Le Tulafale)», uma película falada em samoano que teve a sua estreia internacional na secção horizontes no Festival de Veneza.
 
Na obra seguimos Saili, um homem pequeno com um grande coração que tem de ganhar força para defender aqueles que ama.
 
 
 
Jorge Pereira 

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