O mistério da reforma de Jean-Luc Godard

(Fotos: Divulgação)

Há pouco mais de um ano, já a pandemia havia confinado meio mundo, Jean-Luc Godard dava uma masterclass em direto a partir do Instagram. Nela, o lendário cineasta revelou que os seus dois novos filmes, “Scenario” e “Funny Wars“, seriam a sua despedida à sétima arte. “Estou a terminar a minha vida no cinema – sim, a minha vida de cineasta – com estes dois guiões. Depois, direi ‘Adeus, cinema’“, vaticinou Godard.

Contudo, numa nova entrevista a Fabrice Aragno, colaborador frequente do realizador, o produtor revela que “nenhum dos dois filmes está desenhado para ser o seu último“. “Eu digo com frequência que ‘Éloge de l’armour’ foi o início do seu último gesto. Estes cinco ou seis ou sete filmes estão de alguma forma interligados, não são apenas pontos finais. Não é apenas uma pintura. Mas tem de lhe perguntar a ele. Se for o seu último filme, ele dirá que é o seu último filme e depois, acho eu, dará uma reviravolta no final. Toda a gente estará à espera disso e depois talvez ele venha a dizer o contrário.”

Instalada a dúvida, Aragno revelou apenas mais alguns detalhes sobre “Funny Wars” e “Scenario“: o primeiro será gravado em três formatos diferentes, 35 milímetros a preto-e-branco, bem como 16mm e Super 8, a cores, ao passo que o segundo terá um estilo visual mais próximo do vídeo, sem imagens de 35mm.

Estamos totalmente prontos para filmar. As pessoas estão prontas, a ideia está pronta. Só precisamos de encontrar boa energia, um momento sem COVID.”

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