“Primeira dose da vacina AstraZeneca tomada a 2 de abril, segunda dose da vacina AstraZeneca tomada hoje, 19 de junho. E agora: ao trabalho.” Assim escreveu Nanni Moretti, no passado sábado no Instagram, adiantando que tem muitos projetos e ações pela frente.
A começar pela apresentação em Cannes do seu mais recente filme, “Tre Piani“, que será exibido na corrida à Palma de Ouro a 11 de julho.
Depois, Moretti avisa que já terminou o primeiro esboço do guião de um novo filme [“Il sol dell’avvenire“, que coescreveu com Valia Santella, Federica Pontremoli e Francesca Marciano]. O realizador explica ainda que está a produzir dois documentários, “Piazza” (de Karen Di Porto) e “Las leonas” (de Isabel Achaval e Chiara Bondì); que vai atuar em “Il colibrì” de Francesca Archibugi; e que tem uma série de leituras programadas de “Querido diário“, em cidades como Roma, Génova e Milão. E apesar de não o mencionar, não vamos esquecer que o cineasta é dono de um cinema em Roma, por isso terá certamente muito que fazer no período de recuperação das salas no pós-pandemia.
Sobre “E il sole dell’avvenire?“, não existem detalhes, mas (especulando) existe um documentário com esse nome, assinado por Gianfranco Pannone em 2008, que acompanha o nascimento das Brigadas Vermelhas (a organização paramilitar de guerrilha comunista italiana, 1966-1988), reunindo num espaço alguns dos membros do grupo e outros que recusaram pertencer a ele. Um tema que certamente interessaria explorar sob os olhos do cineasta italiano.
Quanto a “Tre Piani“, recordamos que o filme é inspirado num romance do israelita Eshkol Nevo e segue um grupo de pessoas, de índoles distintas, confinadas num condomínio de Roma. Riccardo Scamarcio, Alba Rohrwacher e o próprio Moretti estão no elenco da longa-metragem.

