Depois dos ambientes áridos e pedregosos marroquinos que moldaram Sirat, Oliver Laxe olha agora para a floresta amazónica como fonte do seu próximo filme. “Sinto-me muito atraído pela Amazónia”, disse o realizador à Variety, sublinhando “as cerimónias, a alma do lugar, os seus rituais e as suas medicinas” como elementos que deseja explorar.
Antes de escrever, porém, terá de viajar. “Preciso de experienciar. Não transformo a realidade em cinema à distância; tem de ser vivido. Tem de ser sentido.”
Por agora, essa imersão terá de esperar. Laxe encontra-se mergulhado na campanha de prémios que o levou ao Festival de Marraquexe O regresso à cidade tem sabor a casa para o cineasta que viveu mais de uma década em Marrocos, lançou a carreira a partir de Tânger e escreveu e filmou Todos vós sodes capitáns (2010), Mimosas (2016) e Sirat no território.

