A próxima edição do Doclisboa, que vai decorrer de 21 a 31 de Outubro de 2021, dedicará uma retrospectiva completa à cineasta, fotógrafa e artista alemã Ulrike Ottinger.
Com um programa curado por Boris Nelepo, a realizadora de “Paris Calligrammes”, filme exibido na Sessão de Encerramento da 18ª edição do Doclisboa, passou a maior parte da década de 1960 em Paris, onde estudou história da arte, religião e etnologia, tendo contacto com os principais artistas da vanguarda europeia.
Com uma obra cinematográfica composta por 26 obras que abrangem diferentes tópicos como o feminismo, queer ou pós-colonialismo, e que expressam um olhar singular no movimento do Novo Cinema Alemão, Ottinger terá ainda foco na secção Passagens, com a realização de uma exposição de fotografias com o trabalho da artista, a ter lugar no Museu do Oriente.
Na cerimónia de encerramento que decorreu hoje foi também entregue o Prémio Fernando Lopes para Melhor Primeiro Filme Português, atribuído em parceria com a Midas Filmes, a “42.ZE.66“, de Eduardo Saraiva.
Até chegar aquela que será a sua 19ª edição, o Doclisboa vai apresentar outras atividades, como a Mostra Origens – Práticas e Tradições no Cinema, que terá lugar no Cinema Ideal entre 27 de maio e 2 de junho; e “O cinema para uma luta anti-racista”, entre 19 e 25 de julho, que conta com a curadoria da SOS Racismo. O evento vai decorrer no Padrão dos Descobrimentos com uma programação de filmes e conversas que recuperam o debate sobre o racismo na sociedade portuguesa.

